A alimentação é fundamental para a sobrevivência de qualquer ser, mas infelizmente chegamos ao século XXI com deficiências gravíssimas em relação àquilo que é a base para a sobrevivência. No Brasil a fome sempre foi um grande problema, por isso em 2003 o Governo Federal criou o Programa Fome Zero, em substituição ao Programa Comunidade Solidária, que fora instituído em 1995, para o enfrentamento da fome e da miséria. O Programa Fome Zero foi criado para combater a fome e as suas causas estruturais, que geram a exclusão social e, para garantir a segurança alimentar dos brasileiros. O Banco de Alimentos foi criado nesse contexto, é financiado pelo Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) e tem o objetivo de evitar o desperdício de alimentos, ou seja, buscar de onde sobra e entregar onde falta.
O Banco vive de doação, segundo seu coordenador, Sérgio Willer, são várias as parcerias como o Rotary, o Saci, um sacolão de General Carneiro, o Ceasa, o Sesc através do programa Mesa Brasil e ainda o Sesi com o Mesa Minas. Além disso, muitos produtos são adquiridos através do Programa de Aquisição de Alimentos, que tem como objetivo comprar alimentos produzidos pela agricultura familiar, com dispensa de licitação, é necessário apenas um cadastro e possuir uma declaração que qualifica o fornecedor como da agricultura familiar. Hoje apenas três produtores sabarenses fornecem, alimentos para o Banco. O objetivo é incentivar os agricultores locais, por isso a Prefeitura vai instalar uma câmara frigorífica em Ravena que será de uso comunitário para os produtores da região. O maquinário será instalado pelo Ceasa e o local ganhará o nome de barracão do produtor. A câmara frigorífica ajuda no amadurecimento de bananas, por exemplo, e como no distrito é alto o número de produtores da fruta, muitos sairão beneficiados.
Atualmente, 65 entidades são beneficiadas com as doações, incluindo creches, lar de idosos, associações de bairro, escolas, cozinhas comunitárias e ações como a desenvolvida por Dona Maria no bairro Nossa Senhora de Fátima que toda dia faz o sopão solidário para distribuir para a comunidade. No total mais de 15 mil pessoas são beneficiadas com os alimentos distribuídos.
Sérgio deixa claro que o alimento distribuído é apenas uma complementação das refeições, logo, o Banco não tem obrigação de fazer as doações periodicamente, apesar disso faz toda semana ou quinzenalmente, dependendo da entidade. O coordenador explica que as doações só não acontecem quando não há alimentos, afinal o banco sobrevive de doações e mesmos os produtos comprados depende da ação do tempo.
Além das doações, o Banco de Alimentos oferece palestras e cursos sobre temas relacionado à gastronomia, alimentação e saúde.
A prefeitura tem trabalhado com várias ações de política municipal para a segurança alimentar. Além do banco de alimentos, existem nove hortas comunitárias na cidade, três cozinhas comunitárias. O município contribui também com as freiras de naturais ao ar livre e recentemente reativou o Conselho Municipal de Segurança Alimentar que contribui para estimular o desenvolvimento da Agricultura Familiar local.
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