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Luta por uma vida mais digna

Luta por uma vida mais digna

30/10/2018 11h53
Por: Glaucia Melo Clark
Luta por uma vida mais digna

Mãe busca meios de proporcionar mais dignidade ao filho com paralisia cerebral

Daniel nasceu há 12 anos e durante o parto faltou oxigênio no cérebro, a situação gerou vários problemas. O garoto tem paralisia cerebral, escoliose, bronquioplasia nos dois pulmões e crises convulsivas de difícil controle. Ele se alimenta apenas através de sonda e sobrevive ligado a um aparelho de ventilação mecânica.

A mãe de Daniel, Patrícia Rejane Madeira Abreu, moradora do bairro Nossa Senhora da Conceição, em Sabará, diz que tem passado muitas dificuldades para manter o filho. Embora, a família receba o BPC ( Benefício Assistencial ao Idosos e à Pessoa com Deficiência), do Governo Federal no valor de R$954,00 (salário mínimo), a sua despesa é alta, só com Daniel chega a R$ 1.500,00 por mês, fora as outras despesas com água, luz, aluguel, alimentação e outras. Patrícia não tem nenhuma renda, já que seu tempo é totalmente dedicado a Daniel, sua filha mais velha que ajudava muito, pagando boa parte dos gastos, está desempregada, com isso toda despesa da casa e do tratamento do filho fica por conta do benefício.

Patrícia diz que a prioridade é pagar o aluguel no valor de R$ 550 e o plano de saúde de Daniel que é R$ 320. “Não posso abrir mão do plano, pois é uma maneira de dar mais dignidade a ele. Dessa forma ele tem assistência 24 horas por dia e qualquer problema tenho uma ambulância à disposição”, conta.

Logo, o beneficio cobre apenas essas despesas, o restante fica por conta da contribuição e ajuda de amigos. As contas de luz e água estão sempre atrasadas. O garoto tem uma dieta especial, só se alimenta com um leite em pó próprio, sem lactose, pois tem alergia e tem que tomar suco natural todos os dias. A alimentação é feita apenas através de sonda. Para manter Daniel, a família gasta um equipo (frasco utilizado para colocar a alimentação) de dieta e um pacote de fralda por dia. Ele só pode utilizar a Bigfral, pois tem alergia a outras. Além disso, são vários os medicamentos, um total de treze.

A Secretaria de Saúde do município oferece cinco equipos por mês, mas como Daniel utiliza um por dia, de forma paliativa, Patrícia está reutilizando o material, o que não é ideal, pois pode gerar alguma contaminação.

Diante de tantos problemas, Patrícia e sua filha Lorena, ainda tentam resolver uma questão na justiça. O INSS cobra da família cerca de R$ 15 mil de multa, alegando que o beneficio que o garoto recebeu por alguns anos foi de forma indevida. A alegação do Instituto é que nessa época o pai do garoto ainda dividia o lar com o menino e a mãe, recebendo um salário mínimo por mês, o que excluiria Daniel do beneficio, já que para ter direito ao BPC, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja menor que 1/4 do salário-mínimo vigente.

Vamos ajudar essa família que necessita tanto de ajuda.

As contribuições podem ser feitas através da conta da Caixa Econômica Federal:

Favorecido:

Patrícia Rejane M.

Abreu

Agência:0081

OP: 013

Conta: 01384389-7

CPF:741-916-246-87

Além disso, a família necessita de fraldas BigFral XG, lenços umedecidos, gazes, equipos, frutas e medicamentos.

Contatos: 98647-3508 ou pelo facebook: /@danielmadeira262

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