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Clube Cravo Vermelho chega ao seu centenário

Hoje, 31 de dezembro o Clube completa 100 anos de muitas histórias

31/12/2021 22h23 Atualizada há 5 meses
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Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Folha de Sabará
Clube Cravo Vermelho chega ao seu centenário

O Clube Cravo Vermelho foi fundado em 31 de dezembro de 1921 pela ilustre sabarense Isaura Orsini. Ela reunia rapazes e moças de famílias tradicionais da cidade para brincar o carnaval. Os bailes aconteciam nos salões da sua residência, o antigo “Sobrado do Barão”, e algumas vezes no sobrado de Dona Sofia Dias (Solar Jacinto Dias), de Dr. José Alves Nogueira e de Francisco Varela (Chico Managente). Desses pontos, um animado cordão saía pelas ruas da cidade. Os foliões exibiam fantasias de índios, czares, turcos, colombinas, pierrots, borboletas e outras, entoando hinos, ao som do “Jazz do Cravo”, desfilando inclusive na capital mineira.

Com o tempo o Sobrado do Barão ficou pequeno para comportar tantos foliões. O aumento do número de associados permitiu ao clube a construção de uma sede própria na Rua Borba Gato, concluída em 1932. O presidente do clube na época era o Dr. Leopoldo Bian. Com essa nova sede, passaram a ser comemoradas outras datas, como Réveillon, Festa da Primavera e Festa Junina. A agremiação recebia apoio financeiro da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira, na época conhecida popularmente apenas como “Siderúrgica”. Muitos técnicos europeus que chegaram a Sabará na década de 1920 se associavam ao clube depois de se encantarem com os festejos carnavalescos da cidade. O nome do clube é uma homenagem da fundadora ao, então, governador de Minas, Arthur Bernardes, que costumava usar um cravo vermelho na lapela.

O Clube e suas histórias

 

O historiador Zezinho Bouzas explica que o clube surgiu no início do século XX junto com outras associações culturais e religiosas, num período que se pensava muito em modernidade no país. 

Em Sabará o surgimento se deu graças a chegada dos trabalhadores brasileiros e estrangeiros trazidos pela Belgo Mineira.

Essas pessoas começaram a sentir uma necessidade muito grande de formar um grupo para momentos de lazer e descanso. Podemos dizer que eles eram a elite sabarense da época, assim como no Crisantemo. 

Os clubes sociais foram agrupamentos que substituíram as igrejas, local onde antes as pessoas confraternizavam e falavam sobre política, economia e saíam até casamentos. Os clubes não eram apenas para dançar, mas também para trocar ideias, diz Zezinho.

O bloco do Cravo Vermelho era uma das referências do clube e chamava a atenção principalmente pela beleza das fantasias. No auge de sua trajetória, o bloco chegou a ser o grande destaque do carnaval de Belo Horizonte. 

Outra marca do clube é a qualidade da estrutura da sede. O ladrilho é raríssimo, o taco é o mesmo da época da fundação e as paredes são robustas. É realmente um clube clássico que fez muita história, diz.

Além disso, durante muitos anos as pessoas saíam da capital mineira para dançar no Cravo. Acontecia muita briga porque os homens de Sabará morriam de ciúme dos belorizontinos. 

Vale lembrar também que Clara Nunes debutou como rainha do carnaval no clube antes de ser famosa e a televisão destacava a abertura da folia do Cravo, que era conhecida como “Batalha de Confete”, relata o historiador.

Entretanto, uma característica não se perdeu no tempo. O Cravo foi e ainda é o ponto de encontro para namorar de muitos jovens. Diversos sabarenses têm alguma história amorosa neste tradicional clube. 

Muitos casamentos surgiram naquele local. Havia uma tradição por volta da década de 1970: as moças ficavam sentadas e nunca pediam os homens para dançar, isso seria um escândalo na época. Após os homens convidá-las, elas não podiam negar porque era considerado uma ofensa. Mas eram elas que ditavam quanto tempo seria a dança, sendo no mínimo uma música. 

Os bailes de carnaval do Cravo Vermelho eram maravilhosos. Este clube foi uma referência social da cidade e além de tudo possibilitava que as pessoas desenvolvessem seus potenciais para a dança e a música. As pessoas sonhavam com o Cravo Vermelho, conclui Zezinho.

 

Em Tempo

 

O Clube completa 100 anos no dia 31 de dezembro. O Diretor do Clube Rogério Alves, em entrevista  a Folha diz que este ano não foi programado o Revéillon, para as comemorações de 100 anos, devido a pandemia. 

Quando 2022 chegar, novos tempos trarão novas perspectivas e ai então o Clube poderá fazer uma bela festa, diz Rogério.  

Mas para não passar em branco esta data tão especial no sábado, 18 de dezembro, o Clube fez um baile e durante o evento todos os convidados puderam cantar o parabéns em homenagem ao Clube Cravo Vermelho. 

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