
Transitando pelo Siderúrgica, bairro onde abriga a Igreja Nossa Senhora do Ó, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, observa-se que a paisagem mudou, a poluição visual é nítida. Casas e muros foram pichados, os moradores temem que a igreja possa ser o próximo alvo dos vândalos.
A marcas deste ato de degradação podem ser vistas pelas ruas Lígia de Paula Rocha, Juscelino Kubitschek, entre outras, e até no muro da Arcelor Mittal e campo Siderúrgica.
Alguns moradores já registraram boletim de ocorrência e acionaram a Polícia Militar, mas as pichações continuam.
A Folha de Sabará entrou em contato com a Polícia Militar para obter informações sobre os boletins de ocorrência, mas até o fechamento da edição (17/06), não teve retorno.
Guarda Municipal
Já a Guarda Civil Municipal informou que realiza patrulhamentos preventivos em todo o município 24h por dia, visando coibir qualquer tipo de danos ao patrimônio público e também garantir a segurança objetiva do cidadão. Em relação às pichações, a instituição está organizando uma reunião com as demais forças de segurança de Sabará para que, juntos, monitorem e identifiquem os autores de tais crimes, tomando as devidas providências de acordo com a lei.
A Guarda Civil Municipal tem canais diretos com a população, as denúncias podem ser realizadas pelos telefones 153 e (31) 3671-1649, que funcionam 24h por dia.
Vandalismo ao patrimônio público
A depredação de patrimônio público é crime previsto no Código Penal Brasileiro, com detenção de seis meses a 3 anos e multa, podendo ser as penas aplicadas a quem destruir, inutilizar ou deteriorar, ou seja, vandalizar patrimônio público, conforme o artigo 163. A pichação de patrimônio público prevê de três meses a 1 ano de detenção e multa, conforme artigo 65 da Lei de Crimes Ambientais -9.605/98.
Em todos os casos de vandalismo, a Prefeitura de Sabará registra boletim de ocorrência junto às autoridades competentes para, posteriormente, ajuizar ações contra os autores das práticas ilícitas.