Uma exposição inédita no Espaço Cultural da Assembleia Legislativa de Minas, com mais de 100 peças, marca a estreia do Museu do Bordado Itinerante. A mostra será aberta no próximo dia 11 de maio, segunda-feira, à 19h, com coquetel para convidados. A visitação ao público será de 12 a 16 de maio, das 8 às 20h, com entrada franca.
A data coincide com a Semana Nacional dos Museus, em comemoração ao Dia Internacional de Museus, em 18 de maio. Realizada desde 2003 em todo o país, o objetivo da Semana é estimular a visitação e incentivar a aproximação entre sociedade e museus.
Fundado há mais de uma década pela artista plástica mineira Beth Lírio, o Museu doBordado é inédito no Brasil, está incluído no Guia Nacional dos Museus, do Ibram, e funciona com visitas agendadas no andar superior da casa de sua curadora, no Bairro Cidade Nova, em Belo Horizonte. Reúne mais de 2 mil peças catalogadas, com datas e a história das famílias que as doaram, as técnicas de ponto utilizadas, o período em que foram feitas. Além dos bordados – toalhas, colchas, vestidos de noiva, lençóis, fronhas, toalhas de batismo e camisolas, algumas datando de 1790 – os crochês também são destaque.
O acervo cresce a cada dia, por conta das doações de várias partes do país, segundo Beth Lírio. As peças contam um pouco da história das mulheres mineiras e brasileiras. A curadora destaca que, além do Museu do Bordado, existem somente outros dois similares no mundo, um em Nice, outro na Ilha da Madeira.
Durante a exposição, vai ser lançada a base de um livro que conta a história de cada peça e das famílias dos doadores. Há dez anos, Beth Lírio, filha de uma famosa bordadeira da cidade de Aimorés, começou a catalogar peças bordadas que tinha em seus guardados. Nascia ali o Museu do Bordado. A primeira peça do acervo foi uma camisola de 1815.
Atualmente, o museu recebe caravanas de estudantes de moda, de design, de história de belas artes e de museologia de vários estados, além de excursões de grupos de terceira idade, de pessoas com deficiência participantes de programas de reabilitação da Prefeitura de Belo Horizonte, e de associações de bordadeiras de todo o Estado, muitas delas de municípios onde a economia gira em torno do bordado.
De acordo com Beth, mais do que material para estudo acadêmico, a exposição das peças tem efeito terapêutico e leva os visitantes a resgatar lembranças familiares marcantes.