No dia 26 de março aconteceu no Teatro Municipal a exposição, “Viver por Sabará”. A mostra reuniu trabalhos da oficina de artesanato dos beneficiários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para idosos do Grupo Melhor Idade Serenidade.
A exposição focou na riqueza sabarense, através de quadros e tapetes, pudemos ver nossas igrejas e figuras que representam nossa religiosidade e história. Além disso, os próprios objetos traduziam a cultura sabarense através da palma barroca e da renda turca.
A coordenadora do grupo, Denise Figueiredo, afirma que o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos foi criado para tirar os idosos de casa. A reunião é feita duas vezes por semana, sendo um dia no bairro Paciência e outro na Morada da Serra. Além do artesanato, os idosos trabalham com diversas atividades de lazer. Denise afirma que o objetivo está sendo alcançado já que muitas participantes que sequer saiam de casa, encontraram no grupo uma opção de lazer, um motivo para sair da depressão e até uma geração de renda.
Eva Lelis Lopes é um exemplo. Aos 64 anos e viúva recentemente, diz que depois que começou a frequentar o grupo a tristeza passou. Ela conta que foi para o projeto com o incentivo da coordenadora e dos filhos. E diz que o grupo a tirou da depressão, “lá é o melhor lugar que está tendo”, afirma. Dona Eva já fez bordado, quadros com pintura e colagem de tecidos, outros tipos de artesanato e culinária. Para ela o mais importante são as amizades que fez no grupo.
Cristina Maria Alves, 64, é outra participante, que além de participar do projeto, contribui na coordenação voluntariamente, sendo a responsável pela parte burocrática. Ela também conta que se sentiu fortalecida após entrar para o projeto, “ lá em convivo com quase quarenta mulheres, é muito bom, é gostoso e muito gratificantes”, afirma.
Aos 85 anos, dona Leandra Gregori e Souza, diz que gosta demais de participar do projeto, conta que nunca tinha feito nenhum tipo de artesanato e lá aprendeu a fazer tapetes e outras coisas, inclusive está até vendendo seus trabalhos. Além disso, diz que a convivência com as novas amigas está sendo muito boa, “o dia que eu não vou elas ficam até tristes, quando eu converso mais com uma do que com a outra, elas ficam até com ciúme”, conta em meio a risos.
Hoje o grupo atende há 84 idosos e as pessoas que quiserem participar dever ter acima de 60 anos, ter renda máxima de até três salários mínimos e, é preciso que seja feito um cadastro no Bolsa Família.
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