A primeira reunião da Câmara do ano foi marcada pelas denúncias no setor de saúde. Alguns vereadores apontaram que a saúde em Sabará está precária e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), inaugurada há menos de um ano, foi a mais criticada.
Alguns vereadores afirmaram que a UPA está trabalhando sem material de limpeza e sem papéis para imprimir exames. Além de não realizar exames laboratoriais, e ainda contratar profissionais inexperientes.
Além disso, o vereador Welington afirmou que na Policlínica não se faz mais o exame de mamografia, porque o aparelho está estragado. Já Jordan Américo ressaltou que os postos de saúde não têm gazes, remédio e fralda geriátrica.
Hamilton Alves e Cláudio do Fátima ressaltaram que como os postos de saúde não estão funcionando em sua plenitude, isso sobrecarrega a UPA, agravando ainda mais a situação.
O vereador Jordan também salientou outro problema vivido na saúde. Segundo ele, os técnicos de enfermagem concursados pela Prefeitura estão atuando como auxiliares. Os profissionais exigem que sua atuação seja compatível com a sua formação. De acordo com os funcionários, a Prefeitura teria contratado técnicos vindos de Belo Horizonte e colocaram os profissionais sabarenses para atuarem como auxiliares. O vereador pediu para que a situação seja regularizada.
Hamilton Alves mostrou que verba não é o problema. Ele informou que em janeiro a Prefeitura recebeu de IPVA o valor de R$ 2.763.264,10 (dois milhões, setecentos e sessenta e três mil, duzentos e sessenta e quatro reais e dez centavos). Diante desses números e da situação da saúde o vereador questionou a real prioridade da Prefeitura. Ele lembrou ainda uma dívida em torno de R$ 700 mil que a Prefeitura tem com a Santa Casa.
Ainda em relação à saúde, a atuação da comissão de saúde da Câmara também foi questionada por alguns vereadores. Hamilton lembrou que em 2013 pediu para a comissão apurar junto à Secretaria de Saúde o motivo da devolução de R$ 68 mil que seriam utilizados na construção de um posto de saúde no Rosário, mas nunca teve resposta.
Outro tema levado para discussão foi a desocupação de imóveis para a construção da linha férrea. Welington disse que, acompanhado dos vereadores Lucas Silva e Hamilton Alves, esteve no local, onde está sendo construída a nova avenida e presenciou a ação dos fiscais da Prefeitura para a desocupação dos imóveis. Segundo ele, os fiscais não apresentaram nenhum mandado judicial, apenas uma notificação. Este documento dizia apenas que o proprietário deveria desocupar o imóvel imediatamente, pois era uma ocupação irregular.
O vereador Hamilton afirmou que não houve um processo administrativo para comprovar a irregularidade do imóvel. Ele lembrou que foi feito um pedido para que a Prefeitura comprove que aquela área pertence ao município, mas o Executivo sequer se manifestou em relação a isso. Os vereadores ressaltaram ainda a forma grosseira com que os fiscais tratam os moradores.
Os vereadores criticaram também o alto investimento da Prefeitura no Carnaval, onde foram gastos só com a contratação das bandas R$ 250 mil. Lucas Silva salientou que os Blocos Caricatos, a verdadeira tradição do carnaval sabarenses, faltando menos de 15 dias para o evento, ainda não tiveram nenhum incentivo.
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