Em 17 de março de 2020, o município de Sabará decretava Situação de Emergência de Saúde Pública. Era o início de uma batalha com um inimigo invisível. Medidas para conter o avanço do vírus foram tomadas. Escolas fechadas, trabalhadores em sistema remoto, somente os serviços considerados essenciais eram autorizados a funcionar, começava o isolamento social, nada de bate-papo na rua.
Em 23 de março, Sabará registrava 130 casos suspeitos da Covid-19, nenhum confirmado e 16 casos seguiam em investigação.
Na ocasião a secretaria de Saúde Municipal fazia um apelo à população: “nós não somos uma ilha, estamos em risco, é necessário evitar aglomerações de pessoas. Evitem sair para a missa, bares e restaurantes. O isolamento social é importante para evitar que cheguemos ao colapso da saúde”.
E a partir de então, novas medias foram tomadas para conter o vírus, o uso de máscara foi obrigatório em todo o município, a prefeitura intensificou a fiscalização na cidade, comércios não autorizados a funcionar foram multados, a Guarda Municipal e a Polícia Militar se uniram no combate às aglomerações, entre outras ações.
Em junho, a cidade registrava as primeiras mortes pela Covid-19, neste mês houve um aumento de 200% nos casos, mesmo com as medidas restritivas implantadas pela prefeitura. O Comitê Sabarense de enfrentamento ao Coronavírus, implantado em Sabará, entrava em estado de alerta. Com a união de esforços do poder público, Sabará conseguiu o credenciamento de 20 leitos na Santa Casa para o tratamento da Covid-19. E para ajudar no combate à pandemia, o município recebeu recursos dos governos estadual e federal.
Sabará aderiu ao programa Minas Consciente (Plano de Flexibilização das Atividades Econômicas do Governo do Estado) que orienta a retomada segura das atividades econômicas nos municípios. O indicativo de quais atividades econômicas poderiam funcionar era dividido por ondas: vermelha, amarela e verde. Sabará já esteve nas três, como a pandemia é muito dinâmica, o munícipio regredia em alguns momentos e evoluía em outros. A situação era acompanhada pelas autoridades de saúde do município e do governo do Estado.
Esperança no segundo semestre
Em outubro, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou de uma reunião com o Ministério da Saúde para discutir a produção de vacinas contra a Covid. Na ocasião, foi prometido pelo ministério que, a partir de janeiro de 2021, a vacina chegaria aos brasileiros. Um sopro de alívio para os gestores públicos e toda a população.
Mas enquanto isso, o município continuava a se adaptar com o dinamismo da pandemia, e o chefe do executivo, Wander Borges, pedia a colaboração da população sabarense. “Peço para a população se conscientizar e respeitar o isolamento social para não aumentar o nível de contaminação da Covid e, consequentemente, sobrecarregar o sistema de saúde”.
O ano terminou com um total de 2.203 casos confirmados e 77 óbitos, segundo o boletim epidemiológico de 31 de dezembro.
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