Hamilton leva tora de madeira para o plenário em protesto ao corte de árvore centenária e questiona redução de quadro de funcionários da Via Solo ligados à Secretaria que afetará serviços básicos
Hamilton Alves está indignado com as atitudes da Secretaria de Meio Ambiente. Na última reunião da Câmara o vereador levou para o plenário uma tora de madeira da árvore centenária que existia em frente à Secretaria Municipal de Saúde e que quase foi totalmente suprimida do local, restando apenas o tronco.
O vereador relatou que foi até o local acompanhado de outros parlamentares no momento que estava ocorrendo a poda. Segundo ele, a justificativa apresentada pelos funcionários que estavam realizando o serviço, foi que a árvore já estava morta e por isso a necessidade da supressão. Após vários questionamentos, os servidores passaram para o vereador um laudo de vistoria em que dizia: ?são considerados motivos para cortes: por se tratar de uma área muito movimentada, nos preocupamos com a queda da mesma. Informamos que durante o dia circula um grande número de pessoas no local. A Secretaria com o intuito de zelar pela vida das pessoas executa o serviço de supressão?. Além disso, o laudo apresenta que a árvore estava sofrendo ataques de insetos, cupins e erva daninha.
Hamilton questiona que apesar da árvore estar com erva daninha, ela não se encontrava em um estágio que fosse necessário a supressão, bastava o tratamento e a poda das partes mortas.
O vereador disse ainda que de acordo com informações, o responsável pela vistoria foi um estudante de um curso técnico de meio ambiente. Hamilton ressaltou que não tem nada contra o profissional, mas acredita a vistoria deveria ser feita por alguém mais experiente, ?não é possível que no Poder Executivo não exista um engenheiro ambiental ou um biólogo para fazer o laudo. Nós temos que ter profissionais capacitados?, ressaltou.
Para ele, essa ação pode ser considerada um crime ambiental, ?espero que o prefeito abra uma comissão de sindicância, porque essa situação é vergonhosa para a cidade?, disse.
Hamilton destacou ainda outra questão. Ele disse que no momento do corte da árvore os funcionários que utilizavam motosserras para a realização do serviço não faziam uso de equipamentos de proteção individual.
Durante o terceiro expediente o vereador denunciou outro absurdo envolvendo a Secretaria de Meio Ambiente. Hamilton informou que a Secretaria reduziu três turmas de capina e varrição de ruas e isso representa quarenta funcionários sem emprego.
O vereador lembra ainda que um pedido recorrente dos parlamentares é a realização de capina nas ruas e esse serviço será diretamente afetado, ?vamos continuar com as ruas sujas e com mato. Agora não temos perspectiva de melhoras nesse sentido?, disse.
Hamilton ressaltou que de acordo com o site de transparência da Prefeitura, há quatro meses o Executivo não paga a empresa Via Solo, responsável pelo serviço de limpeza urbana da cidade o que corresponde a R$ 1.600.000, 00 (um milhão e seiscentos mil reais). ?Estou querendo chamar a atenção do prefeito, porque o serviço de coleta é essencial para a cidade e lixo é questão de saúde. Temos que ficar atentos?, afirmou.
Requerimentos
O vereador solicitou ao prefeito a possibilidade de licitar a implantação de abrigos em pontos de ônibus que compreende a criação, instalação e a manutenção dos equipamentos com exploração publicitária da concessionária. Hamilton justificou a solicitação dizendo que a maioria dos abrigos de ônibus da cidade não tem cobertura e não oferece segurança aos usuários. Além disso, não trará custo para o município, a receita proveniente dos anúncios será utilizada pela concessionária para manter em boas condições os abrigos e os painéis de informação.
Para a Secretaria de Defesa Social Hamilton pediu vigilância em semáforos e faixas de pedestre da cidade, pois os motoristas não respeitam. O vereador solicitou ainda para a Zoonoses o trabalho de desratização e dedetização na Rua 13 de maio no Centro.
Para finalizar seus requerimentos, o vereador argumentou ao secretário de Meio Ambiente a existência de um plano de contingência para a Chácara do Lessa.
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