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Cultura FIMA

Festival Interativo de Música e Arquitetura homenageia o Teatro Municipal de Sabará, quinta-feira, dia 7/12

Depois reverenciar teatros históricos de Manaus, João Pessoa, Belém e Niterói, terceira edição do FIMA chega à cidade mineira para saudar o segundo teatro mais antigo do Brasil promovendo concerto com quinteto de sopros e participação do historiador José Arcanjo Couto Bouzas

06/12/2023 16h48
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Cezanne Comunicação
Festival Interativo de Música e Arquitetura homenageia o Teatro Municipal de Sabará, quinta-feira, dia 7/12

Depois de homenagear diferentes monumentos arquitetônicos no estado do Rio de Janeiro (1ª edição) e contemplar  importantes palácios e museus Brasil afora (2ª edição), o FIMA - Festival Interativo de Música e Arquitetura, em sua terceira edição, se dedica a homenagear os teatros históricos do Brasil, promovendo uma convergência lúdica entre música e arquitetura em alguns dos mais importantes templos da arte e da cultura brasileira. A terceira edição, que acontecerá até março de 2024, já percorreu desde outubro os estados do Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba e Pará, chegando, agora, em Minas Gerais, mais precisamente na cidade de Sabará, oferecendo concertos presenciais e virtuais, podcast, websérie e conteúdos interativos. Com patrocínio do Instituto Cultural Vale por meio da Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, todas as apresentações do FIMA têm entrada gratuita.

            A nova temporada acontecerá em Sabará no próximo dia 7 de dezembro, às 19:30h, e irá celebrar um dos teatros mais importantes na História do Brasil, o Teatro Municipal de Sabará, o segundo mais antigo do país. Uma construção emblemática de Minas Gerias que reflete a rica história cultural de uma região. Um teatro, com feição de grande sobrado colonial, que reflete na ambiência urbana, as diretrizes estilísticas vindas de Portugal no século XVIII. Suas portas de madeira, provenientes de uma antiga cadeia, se abrem para um interior iluminado de leveza arquitetônica singular. Um espaço condizente com o espírito neoclássico de simplicidade, clareza das formas e proporções equilibradas. Onde percebemos também influências arquitetônicas italianas, na forma de sua plateia em formato de ferradura e também as feições de um teatro Elisabetano com palco elevado e uso da luz natural. Sua História e Arquitetura serão contadas através de uma viagem multissensorial guiada por um virtuoso quinteto de sopros  - formado por Renata Xavier (flauta), Maria Fernanda Gonçalves (oboé), Alexandre Silva (clarinete), Francisco Silva (fagote) e José Francisco dos Santos (trompa) – e pelo comentários de José Arcanjo Couto Bouzas, professor de História da Cultura Mineira na Faculdade de Sabará e um dos fundadores da Academia de Ciências e Letras do município.

 “Um dos principais objetivos do FIMA é estabelecer uma conexão afetiva do público com importantes patrimônios históricos brasileiros. Nesta nova edição do Festival, alguns dos mais importantes teatros históricos brasileiros serão celebrados. Edifícios que ao longo do tempo testemunharam importantes capítulos da trajetória artística do país. Através da música e da arquitetura, seremos transportados a diferentes momentos de nossa história, criando uma experiência multissensorial que unirá passado, presente e futuro. Uma jornada de reconhecimento e apreciação da rica trama que compõe a identidade cultural brasileira." afirma Pablo Castellar, Idealizador, Curador e Diretor Artístico do FIMA.

 

 O Programa e o Teatro Municipal de Sabará

           

            O programa se inicia com "Divertimento em Si bemol Maior”, obra de Joseph Haydn, compositor que, de acordo com o catálogo "Música colonial do Brasil", do musicólogo Francisco Curt Lange, era frequentemente tocado na região de Minas Gerais durante o período colonial. A peça foi composta no mesmo período em que, neste mesmo local, se construiu por volta de 1770, o primeiro Teatro de Sabará. O espaço, que funcionou até 1783, diferente dos lugares improvisados utilizados na época, oferecia pela primeira vez aos habitantes de Sabará, um local apropriado para diversão e apreciação das manifestações artísticas.

            Em seguida, o movimento Allegro, do "Quinteto nº2, Op. 56" de Danzi, conduzirá a plateia a um segundo momento nessa história, a construção da atual Casa da Ópera. Financiada por uma “Sociedade Anônima” formada pela população local, este novo teatro foi inaugurado em 02 de junho de 1819, durante as festividades do nascimento da “Princesa da Beira”, Dona Maria da Glória, de Portugal.  Composta apenas dois anos após esta inauguração, a obra evoca, com vivacidade e eloquência, a essência deste período de renovação e orgulho comunitário, bem como toda alegria das celebrações que marcaram a inauguração deste novo teatro. 

            Terceira obra do programa, o "Hino da Independência do Brasil", conhecido na época de sua composição como "Hino Imperial e Constitucional de 1822", destaca um momento importante da história, quando em 30 de dezembro de 1830, Dom Pedro I iniciou uma viagem pela província de Minas Gerais acompanhado da imperatriz Dona Amélia de Leuchtenberg e sua comitiva, com o objetivo de suavizar tensões políticas e conquistar apoios – chegando, inclusive, em Sabará, em 02 de fevereiro de 1831. Como descreve o professor e palestrante José Arcanjo Couto Bouzas, Dom Pedro I foi "recebido pelo educado, mas não submisso povo, com fogos montados em uma barcaça no Rio das Velhas, desfilando pelas ruas sob palmas e gritos, passando debaixo de Arcos de Triunfo construídos, especialmente para a ocasião, em madeira e decorados com flores". Ao chegar ao Teatro Municipal de Sabará, o imperador foi acolhido com um espetáculo montado em sua homenagem por uma companhia nacional. Sentado no camarote real, foi saudado com um protocolar “Viva o Imperador do Brasil, senhor Dom Pedro I !”.  Todos responderam em uníssono: “Viva nosso Augusto e Soberano Imperador!”.  Porém, o “patriota” sabarense, Pedro Gomes Nogueira, vereador, membro da “Secreta do Caquende”, organização maçônica de Sabará, da Sociedade Pacificadora, Filantrópica e Defensora da Legalidade Sabarense e diretor do Jornal "O Atleta Sabarense" respondeu de forma diferente. “Viva o Imperador, enquanto respeitar a Constituição!.

            O espetáculo correu então num ambiente de velório e de grande constrangimento, e ao terminar, o imperador saiu sem cumprimentar ninguém, abreviando sua estada em terras mineiras, retornando ao Rio de Janeiro um dia depois. Após mais de um mês visitando diversas vilas mineiras, o fracasso da viagem se tornou evidente e pouco tempo depois, no dia 07 de abril daquele mesmo ano, abdicou em favor do seu filho menor, Pedro de Alcântara.

            Um aspecto desconhecido do grande público é a importância da música para o imperador. Dom Pedro I, que iniciou sua formação musical ainda em Portugal com Marcos Portugal, famoso compositor português conhecido em toda a Europa.  A partir de 1808, ao chegar ao Brasil, com 9 anos de idade, Dom Pedro passou a ter aulas de música com o Pe. José Maurício Nunes Garcia, o mais importante compositor brasileiro do fim do século XVIII e início do século XIX. Em 1811, voltou a ter aulas com Marcos Portugal, quando o compositor foi convocado a vir ao Rio de Janeiro, e, em 1816, passou também a ter aula com Sigismund von Neukomm, aluno predileto de Joseph Haydn. Toda essa formação e influência musical fez do imperador do Brasil, não só um amante da música, mas um compositor dedicado que criou uma significativa produção de obras sinfônicas e camerísticas.

            A próxima obra deste programa, "Variações Sérias sobre um tema de Anacleto de Medeiros" de Ronaldo Miranda, é baseada em um tema musical desse compositor negro, filho de uma escrava liberta, que foi uma figura central na música brasileira do final do século XIX e início do século XX, destacando-se como compositor, arranjador e maestro da Banda. Uma música que ecoará, em suas variações, os diversos debates abolicionistas realizados neste teatro no fim do século XIX, como a discussão, em 1879, entre Bento Epaminondas e o Sr. Williams, o diretor inglês da companhia de mineração “Saint John del Rey Mining Company Ltd.” que escravizava ilegalmente pessoas livres. Epaminondas, um homem negro que tornou-se notório por sua luta abolicionista na região de Minas Gerais, ficando conhecido como “advogado dos escravos”, embora atuasse como rábula (advogado sem formação em Direito). O processo resultante da denúncia ao Sr. Williams, realizada por Epaminondas à justiça e à imprensa, levou a um pedido de prisão do diretor desta companhia. A intensidade e a paixão desta composição ecoarão também as transformações e variações sociais de uma época marcada pela luta contra a injustiça e a opressão, ressoando o espírito de resistência e esperança que permeou a jornada de inúmeras vidas afetadas pelo sistema escravocrata.

            Ainda no século XIX, um outro momento importante marca a história do Teatro Municipal de Sabará: a visita do casal imperial Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina a Minas Gerais. Em 5 de abril de 1881, Dom Pedro II chegou a Sabará, visitou locais históricos e se hospedou na mesma casa onde seu pai havia ficado anteriormente, mostrando um vínculo contínuo com a história familiar. Além disso, o imperador observou detalhes da vida local e da economia, como a mineração e a agricultura. Sua visita a Sabará e outras cidades mineiras foi não apenas uma jornada de descoberta pessoal, mas também um ato de reconhecimento da importância cultural e econômica dessas regiões para o Brasil. A "Grande Valsa" de Carlos Gomes, o mais importante compositor do segundo reinado, arranjada por Jessé Sadoc, transportará a plateia para essa histórica visita imperial à cidade, refletindo todo o prestígio e a elegância deste período. 

            O programa avança para o século XX, lembrando quando, em 1915, o teatro foi transformado em Cinema e rebatizado como Cine-Teatro Borba Gato. Para reviver a magia daqueles tempos e imergir no espírito deste emblemático edifício neste período, será apresentada a famosa Odeon, obra do compositor brasileiro Ernesto Nazareth, cuja música captura perfeitamente a essência da era do cinema mudo. Composta em 1910, a peça reflete o vibrante cenário cultural do mundo do cinema daquela época, já que Nazareth atuava também como pianista acompanhante de filmes mudos no cinema Odeon, na Cinelândia, no Rio de Janeiro. Em seguida, o programa destaca novamente o compositor com a “Suíte Nazareth, de Maurício Carrilho, uma obra que celebra sua influência duradoura e seu estilo inovador, continuando a inspirar gerações de músicos em todo o Brasil, assim como o Teatro Municipal de Sabará segue sendo um norte cultural para toda a região.

            A jornada musical chega ao fim lembrando um outro importante marco histórico, quando em 2 de janeiro de 1963, este edifício foi reconhecido como patrimônio histórico pelo IPHAN. A música 'Bola de Meia, Bola de Gude' de Milton Nascimento, uma canção sobre inocência, memória e resistência, refletirá esse momento importante que garante a preservação deste teatro que representa a essência da cultura de Minas Gerais e que, por mais de 200 anos, tem sido um farol para a cultura desta região. Um palco histórico que acolheu uma variedade de artistas renomados, indo de atores como Paulo Autran, Fernanda Montenegro e Cacilda Becker, passando por cantoras como Elizeth Cardoso e Clementina de Jesus, até concertistas do calibre de Nelson Freire. Uma riqueza cultural também evidenciada pela presença de inúmeros grupos e artistas locais, que representam a continuidade das tradições artísticas em Sabará. 

 

Programação - FIMA

 

            Seguindo no objetivo de construir uma relação afetiva do público com os patrimônios visitados pelo projeto, através de um diálogo cativante e multissensorial,  o FIMA - Festival Interativo de Música e Arquitetura, em sua terceira edição, irá celebrar também importantes orquestras brasileiras: a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (Belém); a Orquestra Amazonas Filarmônica; a Orquestra Sinfônica do Recife; e a Orquestra Acadêmica da Universidade Federal de Juiz de Fora, além da participação especial da Orquestra Sinfônica Jovem de Berlim, reverenciando o Theatro Municipal de Niterói.

            Além da programação presencial, o FIMA amplia sua presença digital. Os "Concertos Virtuais FIMA" serão exibidos gratuitamente nas redes sociais do festival, em formatos tradicionais e 360º. A websérie "Obras em Nota" antecipará o que será apresentado levando aos espectadores um entendimento mais claro sobre as escolhas das obras apresentadas em cada local, enquanto o podcast "Diálogos FIMA" trará insights e entrevistas com músicos, palestrantes e convidados especiais.    

O FIMA também se dedica à educação musical, oferecendo aulas magnas gratuitas com artistas renomados e o projeto "FIMA na Escola", uma ação educacional com o objetivo de sensibilizar crianças, estimulando novos caminhos de valorização de suas identidades culturais. Tudo isso para que melhor compreendam a importância do patrimônio histórico de suas comunidades.

 

 

Dia 7 de dezembro de 2023, quinta-feira

Local: Teatro Municipal de Sabará 

Horário: 19h30

Informação de ingressos:  os ingressos poderão ser retirados pelo site sympla e na bilheteria do teatro. Capacidade 120 lugares, sujeito a lotação.

Endereço: R. Dom Pedro II, s/n - Centro, Sabará

 

Solistas:

Renata Xavier, flauta

Maria Fernanda Gonçalves, oboé

Alexandre Silva, clarinete

Francisco Silva, fagote 

José Francisco dos Santos, trompa

 Palestrante: José Bouzas 

 

 

PROGRAMA 

 

JOSEPH HAYDN (1732-1809)

Divertimento em Si bemol Maior (Ca 1780)

Duração: 10 min

 

FRANZ DANZI (1763-1826)

Quinteto nº2, Op. 56 (1821)

I. Allegro

Duração: 4 min

 

DOM PEDRO I (1798-1834)

Hino da Independência do Brasil (Hino Imperial e Constitucional de 1822).  (Arr.Jessé Sadoc)

Duração: 3 min

 

RONALDO MIRANDA (1948-)

Variações Sérias sobre um tema de Anacleto de Medeiros

Com expressão - Tema

AllegroVariação I

Lírico Variação II

Obstinado – Variação III

Listesso Tempo Variação IV

Sonhador – Variação V

Incisivo Variação VI

Tranquilo - Variação VII

Brilhante - Variação VIII

Apaixonado - Variação IX

Enérgico - Variação X

Duração: 11 min

 

CARLOS GOMES (1836-1896)

Grande Valsa (Arr.Jessé Sadoc)

Duração: 3 min

 

ERNESTO NAZARETH (1863-1934)

Odeon (Arr. S Rossi)

 

MAURÍCIO CARRILHO (1957-)

Suite Nazareth

Duração: 8 min

 

MILTON NASCIMENTO (1942-)

Bola de Meia, Bola de Gude (arranjo Jessé Sadoc)

Duração: 3 min

 

Bios:

 

Renata Xavier (flauta)

Iniciou seus estudos de música aos sete anos de idade, no Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre,sua cidade natal. Em 1999, ingressou no Instituto de Artes da UNESP, concluindo seu bacharelado em 2002, sob orientação de Jean Noel Saghaard, tendo também sido aluna de Rogério Wolf. Atuou como solista junto à Orquestra Jovem de Guarulhos,Orquestra de Câmara da UNESP,Orquestra Ouro Preto e Filarmônica de Minas Gerais.  Desde 2008,é Assistente Principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais,sob a regência de Fábio Mechetti.

 

Maria Fernanda Gonçalves (oboé)

 

Iniciou seus estudos musicais na Banda Filarmônica Cardeal Leme em Espírito Santo do Pinhal-SP, prosseguindo na Escola Municipal de Música da capital paulista com Benito Sanchez. Formou-se Bacharel em Música pela FIAM FAAM com Éser Menezes. Estudou ainda com Alexandre Ficarelli, Peter Apps e Washington Barella. Entre os festivais brasileiros participou do Festival de Inverno de Campos do Jordão, Festival Música nas Montanhas de Poços de Caldas e Oficina de Música de Curitiba. Na Alemanha participou de Masterkurs com os professores Ingo Goritzki, Gregor Witt e Christian Wetzel. Integrou a Orquestra Experimental de Repertório e com o grupo venceu o Concurso Jovens Solistas por duas vezes. Foi membro da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, atuando também como solista, da Orquestra Sinfônica de Santo André e da Orquestra Sinfônica Brasileira. Atualmente integra a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais onde ocupa o cargo de oboé / corne inglês.

 

Alexandre Silva (clarinete)

 

Clarinetista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e docente do Departamento de Prática Musical da Universidade do Estado de Minas Gerais, onde coordena o curso de Especialização Lato Sensu em Performance Musical.

Bacharel em clarinete pela UFMG, licenciado em música pela UEMG, mestre em performance musical, com louvor, pelo Conservatório da Suíça Italiana e doutorando em música pela UFMG.

É convidado freqüentemente a participar de simpósios e encontros de clarinetistas como professor, palestrante e recitalista.   

Como solista executou concertos de Molter, Crusell, Finzi, Bruch e Spohr; este como jovem solista da Orquestra Sinfônica da UFMG. 

Participa ativamente do cenário da música moderna e contemporânea com os grupos VivaMúsica e Sonante21, tendo estreado no Brasil obras como “Mercury” para requinta e eletrônica do compositor português João Pedro Oliveira e “Tre studi per clarinetto piccolode Giacinto Scelsi.

Sua formação teve grande influência de clarinetistas brasileiros e estrangeiros como os professores Maurício Loureiro, Luís Afonso Montanha, Iura de Rezende, Cristiano Alves, François Benda, Karl Leister, Walther Seyfarth, Johannes Peitz, Alessandro Carbonare e Michael Collins. 

Alexandre usa clarinetes Schwenk & Seggelke, tendo sido bolsista da Williamson Foundation for Music e da Familen-Vontobel-Stiftung.

 

Francisco Silva (fagote)

Fagotista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Francisco Iniciou sua trajetória sob a supervisão de Jediael Pereira da Silva no Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida, e foi aprovado como Primeiro Fagote na Orquestra Jovem da instituição.

Em 2013, Francisco ingressou na Academia de Música da Osesp, onde estudou com os professores Francisco Formiga e Romeu Rabelo na prática instrumental de fagote e contrafagote, respectivamente. Ambos seguem orientando o músico em seu aprimoramento. Estudou também sob a orientação de Isaac Santana, João Vitor, Elione Medeiros e Ronaldo Pacheco.

Participou de vários festivais, entre eles o Internacional de Campos do Jordão, quando aperfeiçoou-se com Klaus Thunemann. Fez masterclasses com Gustavo Nuñes, Alexandre Silvério, Benjamin Coelho, Fábio Cury, Philipp Zeller, Martin Kuuskmann, Marco Postinghel, Antonio Cavuoto, entre outros.

 

José Francisco dos Santos (trompa)

Estudou Trompa na escola Municipal de Música de São Paulo entre 1995 e 1998, sob orientação de Ozéas Arantes. Em 1999, ingressou na Universidade Livre de Música de São Paulo, onde aperfeiçoou-se com o professor Mário Rocha.

Participou dos festivais de Londrina e Garulhos, estudou com os professores Zdenek Swuab, Daniel Grabis e Daniel Havens e foi ouvinte masterclass com o trompista Radovan Vlatkovic. Em 1999, passou a integrar a Orquestra Amazonas Filarmônica, onde permaneceu até janeiro de 2008. Atualmente, integra a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

José Francisco foi solista do Concerto para quatro trompas e orquestra de Schumann ao lado da Amazonas Filarmônica no ano de 2006. Foi ainda primeiro trompista no ciclo de óperas O Anel do Nibelungo, de Richard Wagner, na Sexta Sinfonia de Brückner, na Quinta de Tchaikovsky, na Quinta de Shostakovitch, na Sétima de Beethoven, na Nona de Dvorák, entre outras.

 

José Bouzas - Palestrante

Historiador aposentado do Iphan / Museu do Ouro / Ibram. Foi professor das escolas estaduais Zoroastro Viana Passos, Bilú de Figueiredo e Christiano Guimarães, em Sabará. Ex-professor e Chefe do Departamento de História da Cultura Mineira da Faculdade de Sabará. Pó

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