Na primeira reunião ordinária da Câmara Municipal após o recesso, realizada em 4 de agosto, Hamilton Alves apresentou três indicações. O vereador solicitou ao procurador municipal que dê instruções ao prefeito sobre a utilização veículo oficial de forma indevida, fora do horário do expediente, o que caracteriza ofensa aos princípios administrativos e resulta em pena.
Para a secretária de Recursos Humanos foi pedido o imediato acerto rescisório com os funcionários demitidos em julho. O vereador ressaltou que os funcionários demitidos receberam apenas os dias trabalhados, o que é ilegal, além disso, até o momento não foram informados de quando será feito o acerto.
O vereador reiteirou ainda o pedido de instalação de um redutor de velocidade na avenida Expedicionário Romeu J. Dantas, bairro Caieiras, próximo ao supermercado BH. Hamilton ressaltou que no local os acidentes são constantes e com o redutor a população terá mais segurança.
Durante o terceiro expediente Hamilton voltou ao assunto das demissões dos funcionários da educação.
Segundo ele, o Executivo escolheu a pior forma possível para fazer o desligamento dessas pessoas, pois em nenhum momento foi apresentada pela justiça uma liminar obrigando a Prefeitura a agir desse modo. O vereador ressaltou que desde que tomou posse o prefeito já estava ciente que não poderia contratar, apesar disso, realizou o concurso sem aumentar o número de vagas e ainda fez novas contratações.
Hamilton destacou que ainda existem muitos rumores pela cidade que os vereadores são os responsáveis pelo o que está acontecendo. Ele deixou claro que a Câmara nada tem a ver com a situação, pois quando foi solicitada pelo Executivo para votar o projeto que autorizava o aumento do número de vagas no concurso, os vereadores aprovaram, lembrando que este foi enviado para o Legislativo em julho deste ano. O vereador apontou que além do Executivo não assumir a culpa, ainda transferiu a responsabilidade para o Legislativo.
Ele ressaltou que a demissão em massa foi uma total falta de respeito com os funcionários e com os alunos das escolas municipais. Lembrou que diversas escolas estão fechadas, diretores e vices estão fazendo serviços de limpeza já que muitos funcionários dessa área também foram demitidos e outros estão se dividindo entre as salas de aula e a diretoria.
Hamilton destacou que muitas famílias que tinham como a única fonte de renda o trabalho na escola ficaram sem seu ganha pão. E lembrou que os mais prejudicados são os alunos que estão sem aula e acabam ficando nas ruas correndo diversos riscos que o ambiente oferece.
O vereador também falou sobre a saúde do município. Ele destacou que em visita recente a UPA observou que nos banheiros não têm papel toalha e nem papel higiênico. Hamilton ressaltou que estamos trabalhando com uma gestão plena na saúde, mas a realidade é completamente diferente. Além disso, o vereador afirmou que antes da gestão se tornar plena a Santa Casa recebia todos os pagamentos em dia, atualmente já está com atrasos no repasse da verba das internações pela Prefeitura.
Para finalizar Hamilton apontou o atual vice-prefeito como o principal responsável pela perda do projeto Banco Travessia que seria implantado no município em 2012. O projeto previa o repasse de uma verba de R$ 1.284.000,00 (um milhão duzentos e oitenta e quatro mil reais) que seria utilizada na construção de banheiros em casas de pessoas carentes. O parlamentar afirma que Ricardinho, na época vereador, segurou a votação na Câmara e por isso o projeto não foi aprovado em tempo hábil, prejudicando as pessoas que seriam beneficiadas.
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