Com a meta de viabilizar o diálogo construtivo e colaborativo entre a indústria de mineração e as comunidades que são direta e indiretamente impactadas por seus projetos, a Revista Brasil Mineral realizou, nos dias 14 e 15/06, o seminário Mineração e Comunidades.
A iniciativa, que está em sua 8ª edição, foi realizada na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, e contou com o apoio da Federação mineira e do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra). “A realização deste evento vem ao encontro de nossa missão, que é repassar informações relevantes para o público estratégico do ecossistema da mineração e fomentar o diálogo entre a sociedade e a cadeia produtiva”, afirmou Sérgio Oliveira, presidente da Revista Viver Brasil, na abertura do encontro.
“Um evento de todo o Brasil, realizado nas Minas Gerais, assim é o seminário Mineração &/X Comunidades. É uma honra e orgulho receber pessoas de todo o país aqui, na capital dos mineiros, e espero que a FIEMG, como casa da indústria, seja o local permanente desta iniciativa”, afirmou Fernando Coura, presidente do Conselho Deliberativo do Sindiextra, lembrando que a entidade tem, em seu DNA, a conciliação e a busca pelo diálogo com todos os atores sociais. Também ressaltou a importância da mineração não apenas para a economia, mas também para o dia a dia como nós o conhecemos. “A mineração é o marco zero de todos os setores da indústria e do agronegócio. É o princípio de todos os processos modernos e Flávio Roscoe, atual presidente da FIEMG, percebeu isso e abraçou o setor”.
Roscoe, que também participou do seminário, endossou as palavras de Coura ao pontuar que a vida moderna é pautada na atividade mineradora. “Entendo que a mineração é portadora do futuro e fazer com que ela seja reconhecida como primordial para a humanidade é uma de nossas funções. Precisamos parar de demonizá-la, pois está presente em todos os âmbitos de nossas vidas, desde o alimento em nossas mesas, com a correção do solo que aumenta a produtividade das lavouras, à roupa que vestimos. Tudo o que tocamos é bem mineral”, afirmou o líder empresarial, lembrando que a indústria é um investimento de longo prazo e se ela tem um bom desempenho, a comunidade em que está inserida também tem. “Entretanto”, apontou Roscoe, “O setor mineral também deve estar aberto ao diálogo com as comunidades e entender as suas demandas. E eventos como este demonstram como o ecossistema da mineração está atento a isso”, disse, reforçando que esse diálogo precisa ser contínuo.
A palestra principal do primeiro dia do Seminário Mineração &/X Comunidades foi realizada por Gabriela Blanchet, sócia fundadora do escritório Blanchet Advogados, especializado em governança corporativa e estruturação de negócios. A especialista, que também foi a mediadora dos painéis seguintes, fez um panorama do conceito Capitalismo Sustentável, que vem sendo discutido desde a década de 1990, até a utilização, na atualidade, de inovações e novas tecnologias, como a inteligência artificial, nos processos produtivos e seus impactos na sociedade. “O capitalismo sustentável integra a sustentabilidade ao modelo capitalista, trabalhando a minimização dos impactos ambientais e sociais”, afirmou.
Também destacou a importância da transparência na relação entre empresas e comunidade, principalmente quando se trata de temas sensíveis, como os impactos ambientais. “Sejam sempre transparentes e lembrem-se: ESG não é uma moda. Não é passageira. É uma nova maneira de operar os negócios, que requer um modelo atualizado de pensamento e de comportamento", disse, explicando que ESG - do inglês environmental, social, and corporate governance - é uma abordagem de negócios que leva em consideração os impactos ambientais, sociais e de governanças dos empreendimentos. “O setor mineral já tem consciência da pauta ambiental e investe, fortemente, para que seja uma fonte sustentável de minerais para a sociedade”, comentou.
O seminário contou, ao longo de sua programação de dois dias, com palestras e debates sobre temas como “ESG”, “Mineração e Transição Energética”, “Territórios e Comunidades”, “Licenciamento Ambiental e suas restrições sob novas perspectivas regulatórias em relação às comunidades”, “Desempenho Social na Mineração”, “Impactos cumulativos e sinérgicos entre diferentes empreendimentos e a disputa com comunidades e pelos territórios” e “Programas de incentivo à produção de ouro responsável e seus impactos na comunidade”, dentre outros.
Quer saber mais sobre os temas abordados no Seminário Mineração &/X Comunidades? Acesse https://mineracaoecomunidades.com.br
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