Na reunião da Câmara do dia 10 de junho alguns vereadores criticaram a atuação do esporte no município. Segundo eles, o setor foi esquecido e não tem sequer um secretário que responda pela área. Os parlamentares falaram sobre o PELC, projeto do Governo Federal que visa disponibilizar de forma recreativa o esporte e lazer para os cidadãos. O município firmou um convênio com o Governo Federal de quase R$ 2 milhões, em dezembro de 2013, onde 13 núcleos do projeto seriam implantados na cidade. Até o momento nenhum núcleo foi instalado.
A saúde também foi debatida pelos vereadores. Os parlamentares pediram mais detalhes sobre a construção da nova maternidade e sugeriram que a Prefeitura escolha outro terreno para a construção da Unidade Básica de Saúde no bairro Ana Lúcia, o que evitaria atrito com a banda Santa Lúcia, que tem a concessão do terreno, e ainda agilizaria a construção, beneficiando a população.
Conceição Arruda solicitou à Secretaria de Saúde que invista na procura de um novo imóvel para ser alugado para abrigar a Unidade de Saúde do bairro Morada da Serra. De acordo com a vereadora, o proprietário do imóvel onde atualmente está instalada a unidade pediu o imóvel, logo é necessário que se encontre outro local com rapidez para que a população não fique prejudicada.
A vereadora requereu ainda ao prefeito e à Secretaria de Recursos Humanos a possibilidade de enviar respostas para esclarecer as irregularidades que permitiram ao município a exoneração de todos os estagiários. Conceição afirma que a falta do estágio pode levar muitos estudantes a deixarem os cursos, pois a bolsa é uma forma de custear seus estudos.
Conceição também solicitou ao prefeito a possibilidade de ser estudada uma forma de encaminhar os servidores que serão demitidos, em cumprimento ao TAC, para os cargos criados pela lei que dispõe sobre a criação de cargos de natureza efetiva e autorização de contratação temporária para provimento na Prefeitura de Sabará.
Hamilton Alves também falou sobre os servidores que serão demitidos. O vereador se mostrou indignado com o que aconteceu na reunião do dia 3 de junho, quando servidores foram à câmara pedir a aprovação de um projeto que autoriza a instalação de várias empresas na cidade. O projeto sendo aprovado a cidade ganhará cerca de 3 mil empregos e esses funcionários acreditam que dessa forma terão empregos garantidos nas empresas.
Hamilton explicou a verdadeira situação. Ele disse que em 2009 o atual prefeito, que ainda era pré-candidato, foi ao Ministério Público pedindo que o ex-prefeito, William Borges, cumprisse o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que proibia contratações e exigia a realização de um concurso. O ex-prefeito organizou o concurso que foi homologado já na gestão da atual administração. De acordo com Hamilton, mesmo após a realização do concurso a Prefeitura contratou muitos funcionários, um número maior do que havia sido contratado pela antiga gestão. Diante dessa situação o Ministério Público entrou com um processo de investigação e com uma ação contra o município.
O vereador afirma que sua maior revolta é devido à mentira que está sendo contada pelo Poder Executivo, pois a informação repassada para os servidores é que ele (Hamilton) seria o responsável pelas demissões.
Hamilton disse que o que está sendo feito com o servidor é indigno e sua função assim como de todo Legislativo é contar a verdade, ?nós aqui não mandamos ninguém embora, ele (prefeito) está demitindo os contratados por culpa exclusiva dele?, afirmou.
Outros assuntos também foram apontados pelo vereador. Ele agradeceu ao secretário de Meio Ambiente por ter tido seu requerimento respondido. Na última semana Hamilton pediu a retirada das faixas publicitárias da cidade. Em nota a Secretaria respondeu que o cidadão interessado em colocar uma faixa no município deve pedir autorização para a Secretaria, que determina um prazo de permanência, os locais apropriados e ainda o pagamento pela colocação, caso esses critérios não sejam cumpridos a pessoa estará sujeita a multa. O vereador diz então que cabe à Prefeitura fazer esta fiscalização.
Em relação ao FIA (Fundo da Infância e Adolescência) Hamilton informou que teve conhecimentos através do presidente da Casa da Criança que a instituição foi excluída do processo de recebimento de verba do Fundo, a alegação do Conselho Municipal seria a falta de documentos. O projeto apresentado pela entidade foi da cobertura de uma quadra. O Conselho Municipal indeferiu o projeto exigindo o contrato de locação do imóvel, mas a Casa da Criança tem terreno próprio, logo não existe um contrato de locação. O vereador disse ainda que o presidente pretende entrar com uma ação na justiça, pois o edital apresenta vários erros, mas teme que essa ação possa atrapalhar outras instituições.
O vereador solicitou ainda ao secretário de Obras a realização da operação tapa buraco na Avenida Serra da Piedade, no bairro Morada da Serra. Para o presidente da Câmara o vereador pediu a desarquivamento dos projetos relacionados à doação que o município faria de um terreno para o estado para a construção de uma escola no bairro Borba Gato e ao Banco Travessia. O vereador deseja reavaliá-los. Para encerrar Hamilton pediu ao prefeito a ampliação da transmissão dos jogos da seleção brasileira em telão para todas as regionais e não somente no Largo do Marquês no centro da cidade.
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