Boa gente, humor refinadíssimo, cavaquinista porreta. Esse o Nabor. Daí cismou de formar uma dupla e sair pelas madrugadas. Ah, amigos, ainda se faziam serestas!... Os bandidos moravam longe. Chamou o filho, baita violonista. Estava pronta a dupla “Pai e Filho”.
- E o ritmo? berrou o irmão Inguinho. Respeitem meu pandeiro!
Corretíssimo! Assim nasceu o trio “Pai, Filho e Espírito Santo”.
Seu Armando, flautista de primeira linha, indignou-se:
- Bela amizade, hein? Como se atrevem a me deixar de fora?
E o quarteto “Pai, filho, Espírito Santo, Amém” suavizava as frias madrugadas dessa antiga Villa Real.
Faltava o Funica. A tristeza o arrastava por nossas esquinas:
- O que é a vida... Jovens ainda, já estávamos unidos pelos sagrados laços da boa música. Minha clarineta sempre ao dispor daqueles canalhas. Agora formam um grupo de seresta e nem abanam o rabo para o desprezado amigo. Ingratos! O descaso é o mais infame dos defeitos!
A vergonha queimou a cara do Nabor. Como puderam esquecer aquela clarineta? Mas, quem sabe, uma massageadazinha no ego...
- Funica, venha para o grupo. Nós não te convidamos antes porque apenas ensaiávamos para chegar até seu nível. Topas?
Topou. E o quinteto “Pai, Filho, Espírito Santo, Amém, Nós Todos”, por tempos longos e saudosos, acariciou as sabarenses madrugadas em delicadas harmonias...
Em Tempo: ... enquanto das janelas banhadas de luar, gentis senhorinhas se derramavam em sonhos e suspiros.
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CONVERSA DE ESQUINA Críticas e Palpites!
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