ANUNCIO POP UP ANGLOGOLD ASHANTI
cartorio 1
VIEW GO
cartório 2
FIEMG CAMPANHA PI 39117
CEMIG CAMPANHA_PI 29438_Perfil 252
anglogold web série
comer e beber3
Senado Federal

Projeto declara engenheira Carmen Portinho como patrona do urbanismo no Brasil

A engenheira Carmen Velasco Portinho poderá receber o título de Patrona do Urbanismo no Brasil. É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 1.679/2022, apr...

27/07/2022 10h20
Por: Glaucia Melo Clark
Fonte: Agência Senado
Primeira mulher a obter título de urbanista no país, Carmen também lutou por causas femininas, como direito ao voto - Arquivo Nacional
Primeira mulher a obter título de urbanista no país, Carmen também lutou por causas femininas, como direito ao voto - Arquivo Nacional

A engenheira Carmen Velasco Portinho poderá receber o título de Patrona do Urbanismo no Brasil. É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 1.679/2022, apresentado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ). 

Carmen Portinho nasceu em Corumbá (MS), em 26 de janeiro de 1903, e formou-se em engenharia civil em 1925, na Escola Politécnica da antiga Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1939, tornou-se a primeira mulher a obter o título de urbanista no país.

Segundo a justificativa do projeto, além de marcar a história do urbanismo brasileiro, a engenheira dedicou-se, por muitos anos, à defesa do direito das mulheres ao voto, à proteção das mães e da infância, à educação das mulheres e à valorização do trabalho feminino fora da esfera doméstica. Ela também foi a primeira presidente da Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (Abea), fundada para incentivar mulheres formandas a ingressar no mercado de trabalho.

Após formar-se engenheira, Carmen ingressou no quadro técnico da Diretoria de Obras e Viação da prefeitura do Distrito Federal do Brasil. Por ser mulher, foi desacreditada e impelida a vistoriar um para-raios, instalado no alto de um edifício, no Rio de Janeiro, diz Carlos Portinho na justificativa do projeto.

“Ela mesma revelou: 'Peguei uma escada, subi ao teto, vi o que o para-raios tinha e resolvi o problema. Foi uma maneira de enfrentar o preconceito. Difícil mesmo foi aprender como se consertava um para-raios”, relata o senador, que é sobrinho-neto de Carmen.

Em 1936, Carmen Portinho iniciou sua pós-graduação no curso de urbanismo e arquitetura da Universidade do Distrito Federal. Concluiu o curso em 1939, defendendo sua tese sobre o plano da futura capital do Brasil, obtendo então o título de urbanista.

A profissional também foi uma das fundadoras da Revista da Diretoria de Engenharia (posteriormente, Revista Municipal de Engenharia), cuja primeira edição foi publicada em julho de 1932.

Habitação

Em 1945, Carmen recebeu uma bolsa do Conselho Britânico para estagiar nas comissões de reurbanização das cidades inglesas destruídas pela guerra. Após voltar ao Brasil, sugeriu ao então prefeito do Rio de Janeiro a criação de um departamento de habitação popular para sanar a falta de moradias populares no município.

Assim, em 1946, foi criado o Departamento de Habitação Popular da Secretaria de Viação e Obras Públicas da Prefeitura do Distrito Federal, órgão do qual Carmen foi nomeada diretora.

Um exemplo de seu trabalho, enquanto diretora do departamento, foi a construção do Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, conhecido como Pedregulho, no bairro de São Cristóvão, cujo projeto arquitetônico ficou sob responsabilidade de seu marido, Afonso Eduardo Reidy. Erguido em 1951, o edifício foi elogiado pelos renomados arquitetos Max Bill, em 1953, e Le Corbusier, durante sua passagem pelo Brasil, em 1962.

Em 1966, a urbanista foi convidada pelo então governador, Negrão de Lima, para ser diretora da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), a primeira escola de desenho industrial da América Latina. Por duas décadas, Carmen Portinho dirigiu a escola. Posteriormente, a Esdi foi incorporada à Universidade Estadual do Rio de Janeiro, onde a profissional trabalhou até os 96 anos de idade.

Carmen Portinho faleceu no dia 25 de julho de 2001, aos 98 anos, na cidade do Rio de Janeiro.

O senador afirma ainda que a proposta é decorrente da importância da profissional para a história do urbanismo brasileiro e de sua dedicação na defesa de temas caros ao movimento feminista. O projeto aguarda parecer do relator na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Por Mateus Souza, sob supervisão de Anderson Vieira

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários
Sabará, MG
Atualizado às 20h13
27°
Tempo nublado Máxima: 30° - Mínima: 18°
28°

Sensação

4.57 km/h

Vento

64%

Umidade

PUBLICAÇÕES LEGAIS
ALMG_PI 66298
ALMG ABRIL PI 67150 parte 2
almg abril
ALMG eleições setembro
Municípios
RETÂNGULO ANUNCIE
ALMG SETEMBRO PI 68536
Últimas notícias
ALMG SETEMBRO PI 68536
Mais lidas
Anúncio
Anúncio