
O Chafariz do Kaquende está novamente aberto ao público. Após a conclusão dos serviços de restauração da bica localizada no lado esquerdo da estrutura, o monumento foi liberado para uso da população na sexta-feira, 23 de outubro, antes da previsão inicial de reabertura, marcada para 1º de novembro.
Iniciada em 14 de outubro, a intervenção foi autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O trabalho teve como objetivo recuperar danos provocados por vandalismo e retirar um reparo anterior feito com massa de cimento, material incompatível com a estrutura original.
O projeto aprovado previa a instalação de um novo conduto interno e de uma réplica da ponteira em resina de poliéster, com aparência semelhante à do metal oxidado. Também contemplava a recomposição do contorno da pedra com resina epóxi misturada a pó de pedra. A escolha da resina para a ponteira teve caráter preventivo, buscando reduzir o risco de novas tentativas de furto.
Durante os serviços, o fornecimento de água foi temporariamente interrompido e o entorno ficou isolado por tapumes de proteção. Segundo a Prefeitura de Sabará, a conclusão da restauração permitiu antecipar a liberação do espaço.
Patrimônio da cidade
Construído em 1757, o Chafariz do Kaquende teve papel importante no abastecimento de água de Sabará e permanece como um dos monumentos mais conhecidos por moradores e visitantes.
Localizado na Rua do Kaquende, no Largo Jogo da Bola, o bem é tombado individualmente pelo Iphan desde 7 de fevereiro de 1950. Essa proteção exige autorização prévia para intervenções em sua estrutura.
A conservação do chafariz depende também do cuidado de quem utiliza e visita o local. Preservar suas características e evitar danos é uma forma de proteger um patrimônio que atravessa gerações e faz parte da memória de Sabará.
Dano ao patrimônio histórico é crime
Destruir, inutilizar ou deteriorar um bem cultural tombado é crime previsto no artigo 62 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A pena é de um a três anos de reclusão, além de multa. Quando o dano ocorre sem intenção, na modalidade culposa, a legislação prevê detenção de seis meses a um ano, também com multa.
Quem presenciar ou tiver conhecimento de danos ao patrimônio pode denunciar pela plataforma Fala.BR ou entrar em contato com o Iphan em Minas Gerais pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (31) 3222-2440.
A participação da população ajuda a proteger monumentos como o Kaquende e a preservar a história de Sabará.