Em uma tumultuada sessão os vereadores aprovaram por unanimidade o reajuste de 6,47% dos vencimentos para os servidores públicos. O projeto de lei foi votado na reunião ordinária do dia 16 de maio, a Casa estava lotada, cerca de 50 servidores, em sua maioria da educação, compareceram para acompanhar a votação, mas saíram decepcionados, pois a expectativa era a não aprovação, já que o sindicato esperava um aumento de algo em torno de 15,28%.
Logo após a reunião os vereadores realizaram uma sessão extraordinária, aprovando o projeto em segundo turno. Nesse momento a Casa já estava vazia.
No final de março os servidores fizeram um dia de paralisação para manifestar por um maior reajuste. O prefeito Wander Borges os recebeu em seu gabinete e afirmou que a possibilidade de aumento estava sendo estudada, mas garantiu apenas o mínimo, ressaltando que se o governo conseguisse cumprir a folha de pagamento no ano de 2017, já estaria dando um grande passo.
De acordo com um professor da rede pública municipal que não quis se identificar, o valor do reajuste está muito aquém, não configura como reajuste e nem como reposição, foi calculado de acordo com salário mínimo, não acompanhando o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), parâmetro utilizado por muitos governos para reajuste de salários que no valor acumulado de 2016 ficou em 6, 58%. Além disso, o servidor reclama que não existe uma transparência nas contas da prefeitura. Para finalizar, o professor afirmou que o Executivo pretende elevar o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do município, mas não oferece o mínimo de incentivo ao servidor.
O Sindicato dos Servidores Públicos de Sabará informou que desde janeiro envia ofícios para o Executivo que não se manifestou em nenhum momento, ressaltou ainda que a Prefeitura não informou nenhum dado numérico que pudesse embasar o valor repassado.
Segundo o site Portal da Transparência do Governo Federal até março deste ano o município recebeu da União o valor de R$ 3.112.425,60 através do FUNDEB.
Casa do povo sem lugar para o povo
Além de se decepcionarem com o pequeno reajuste. Os servidores ficaram revoltados com a falta de espaço da Câmara Municipal. Existem apenas 29 cadeiras no plenário e como em todas as reuniões, a maior parte estava ocupada pelos assessores dos vereadores, não havendo espaço para os funcionários da Prefeitura acompanharem a sessão. Além disso, a reunião não foi transmitida via online e nem na televisão que fica na recepção da Câmara, onde normalmente é transmitida. Isso impossibilitou que os servidores acompanhassem toda a reunião. A maioria ficou nos corredores da Câmara ou do lado de fora, outros desistiram e foram embora do local.
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