“Sabará: Fragmentos de sua História no Período Imperial” é o novo livro do Edelberto Augusto Gomes Lima. O autor é natural de São Domingos do Prata, na região Leste do Estado, mas cresceu, estudou e se casou em Sabará, tornado-se a cidade a sua terra adotiva. O advogado aposentado é conhecido pelos amigos sabarenses como “Branquinho”. O livro, lançado este ano, é a 2° versão ampliada do título; a primeira versão era apenas em formato digital.
Edelberto já escreveu oito livros sobre sua terra natal e recentemente teve a ideia de escrever sobre a cidade que aprendeu a amar. O livro, como o próprio nome indica, é baseado na história e costumes de Sabará no período imperial, abrangendo desde o ano de 1835 até 1899. Há também referências sobre a cidade na fase republicana até o início do século XX.
A obra traz notas biográficas sobre alguns sabarenses ilustres nascidos no período do império, como Melo Vianna, Orozimbo Nonato, Júlio Ribeiro, Zoroastro Vieira Passos e também de um grande sabarense, já nascido na primeira metade do século XX, Alfredo Machado que, a seu juízo, foi o maior artista plástico de Sabará. Dos dois irmãos de Orozimbo Nonato, ambos naturais em Sabará, um foi prefeito de Belo Horizonte, embora por pouco tempo e o outro presidente do Tribunal de Justiça, enquanto Orozimbo, o foi do Supremo Tribunal Federal.
O escritor trás ainda em seu livro um artigo sobre a Revolução Liberal nas ruas de Sabará, bem como a indagação se a batalha final, com a participação do Duque de Caxias, teria ocorrido em Santa Luzia ou em Sabará. Edelberto Lima discorre ainda sobre um dos tesouros sabarenses, o Teatro Municipal – a Casa da Ópera de Sabará que, atualmente, está fechado para reforma. O livro traz um artigo sobre o teatro, o segundo mais antigo em atividade no Brasil, publicado por iniciativa do Palácio das Artes por ocasião de sua restauração em fevereiro de 1970.
O livro reproduz também os nomes de diversos povoados, curatos freguesias e vilas (hoje prósperos municípios), que pertenceram ao município de Sabará, tais como, entre outros, Curvelo, Sete Lagoas, Betim, Santa Luzia, Nova Lima, Esmeraldas e, como é de conhecimento de todos, Belo Horizonte.
A obra menciona diversos fatos e ofícios ocorridos na cidade; como por exemplo, em 1848, os sacristãos, desde que pré-avisados de algum incêndio, eram obrigados a tocar o sino para alertar a população. O livro “Sabará: Fragmentos de sua História no Período Imperial” é uma leitura para conhecermos e, porque não, entendermos as mudanças sofridas pela cidade e seu povo ao longo das décadas.
A obra pode ser encontrada na biblioteca da Faculdade de Sabará, na Biblioteca Municipal, na Casa de Borba Gato e na Borrachioteca de Sabará; além da Biblioteca Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte.
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