Sábado, 20 de Julho de 2024 23:18
(31) 99129-8046
Gerais CONVERSA DE ESQUINA

Ora, Pombas!

Ensina a filosofia dos malandros que devemos aceitar os elogios, mesmo os imerecidos, e refutar com firmeza as ofensas, ainda que justas.

08/02/2022 15h44
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: LUIZ ALVES

Ensina a filosofia dos malandros que devemos aceitar os elogios, mesmo os imerecidos, e refutar com firmeza as ofensas, ainda que justas. 

Vamos aos elogios. Inspirada poetisa, Dona Zazinha compõe lindo anagrama natalino e o encaminha para um “grande poeta”, vejam só. Peço-lhes, esclarecidos leitores, o favor de não desiludir a gentil viúva do Sílvio Lourenço. Deixem-na imersa em seus equívocos. O que vale é este cronista das pessoas e coisas sabarenses estar consciente do seu bondoso engano.

 

Vamos à ofensa. Dizem que este pacato professor é culpado pelas pombas que voam por aí, frequentando telhados, espalhando piolho, prenunciando doenças, infernizando a vida. Donde saiu essa conversa? 

 

Revolvendo a memória, recordo que, lá pelos anos 70, quando era presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, recebi do Prefeito a incumbência de resolver o problema dos belos, mas perigosos e chatos bichinhos que rugiam nos telhados da antiga Vila Real. Procurei os entendidos. Devíamos conseguir local onde concentrássemos as aves, como a Praça Santa Rita, construindo nichos e provendo-as de alimentação. Cairia gradativamente a presença dos bichinhos nos telhados. Depois, partir pra judaica solução final, no dizer do bondoso Adolf Hitler. Ah, pra quê... Ergueram-se, furiosos, os “ecochatos”. Virei um São Francisco às avessas. Então mandei tudo às favas. Que cada um cuidasse dos seus piolhos. Agora, após 50 anos, alguém me elege o cara das pombas... Ora, pombas! 

 

Mas conversa fiada também é cultura. O Raimundo Correia, expoente de nossa literatura, é também conhecido como o “Poeta das Pombas”. Leiam o final de um de seus mais conhecidos e belos sonetos.

       

Também dos corações onde abotoam

Os sonhos, um a um, céleres voam,

Como voam as pombas dos pombais;

 

No azul da adolescência as asas soltam,

Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,

E eles aos corações não voltam mais.

 

Estão vendo? Em tudo sou o oposto do grande Raimundo Correia. Não sou poeta coisa alguma e ando muito longe de ser um columbófilo.                                                                   

 

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
CONVERSA DE ESQUINA
Sobre CONVERSA DE ESQUINA
Uma coluna bem descontraída que conta a história do povo da nossa cidade através das mãos do nosso amigo professor e ex-prefeito Luiz Alves
Sabará, MG
Atualizado às 20h05
20°
Tempo limpo

Mín. 11° Máx. 28°

19° Sensação
2.57 km/h Vento
54% Umidade do ar
0% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (21/07)

Mín. 11° Máx. 26°

Tempo limpo
Amanhã (22/07)

Mín. 11° Máx. 29°

Parcialmente nublado
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Ele1 - Criar site de notícias