Este mês está sendo marcado pela campanha Setembro Amarelo que busca a conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. O movimento acontece durante todo o mês de setembro em todo o mundo. Há uma atenção especial no dia 10, pois é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
A Campanha quer colocar o assunto, há tempos visto como tabu, para ser debatido em vários ambientes com objetivo de prevenir o suicídio que no Brasil é a terceira causa de morte por motivos externos, atrás de homicídios e de acidentes de trânsito.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), entre os brasileiros, são aproximadamente 12 mil mortes voluntárias por ano. Em média, uma a cada 45 minutos, levando em conta o ano de 2012 – último consolidado OMS. São mais óbitos do que os provocados pela Aids – 10 mil morreram vítimas da doença no país, no mesmo ano.
Em Minas Gerais, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, mais de três pessoas se mataram por dia em 2015. Entre 2006 e 2014, houve um crescimento de 35% dos suicídios. Diante de todos esses dados se viu necessário colocar o assunto em pauta, pois a melhor forma de prevenção, á que ainda de acordo com a OMS, cerca de 90% dessas mortes poderiam ser evitadas.
De acordo com uma publicação do Jornal O Tempo, o Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, na capital, recebe por dia, em média, cinco casos classificados como TAE – tentativa de autoextermínio. A sigla é mais uma das formas de mascarar o problema. Um grupo de 18 psicólogas que atua na unidade tem levantado essas estatísticas há pouco mais de um ano e busca, além de usar o nome correto, sensibilizar a equipe médica na identificação e no acolhimento desses pacientes e familiares. Em breve, será aprovado protocolo de padronização do atendimento no HPS.
No Brasil, a campanha Setembro Amarelo é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Entre as estratégias para conscientização do público em geral, há a iluminação de monumentos como o Congresso Nacional e a ponte Juscelino Kubitschek em Brasília e o Cristo Redentor na cidade do Rio de Janeiro, além de passeatas e palestras em diversas cidades.
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