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Gerais 100 anos - PARTE 3

Clube Cravo Vermelho

Clube fundado em 31 de dezembro de 1921, pela senhora Isaura Orsini, ilustre sabarense

29/10/2021 11h00
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Folha de Sabará

Os técnicos europeus que chegaram em Sabará na década de 1920, se encantaram com os festejos carnavalescos que existiam na cidade. Eles entraram logo no clima e, fantasiados, munidos de confetes e lança-perfumes, desfilavam pelas ruas com as famílias, integrando os chamados “cordões”. O Clube Cravo Vermelho, ao qual se associavam, era responsável por reunir os foliões. A agremiação recebia apoio financeiro da “Siderúrgica”.

O Clube foi fundado em 31 de dezembro de 1921, pela senhora Isaura Orsini, ilustre sabarense. Ela reunia rapazes e moças de famílias tradicionais da cidade, para brincar o carnaval. Os bailes aconteciam nos salões da sua residência, o antigo “Sobrado do Barão”. De lá, um animado cordão saía pelas ruas da cidade. Exibiam fantasias de índios, czares, turcos, colombinas, pierrots, borboletas e outras, entoando hinos, ao som do “Jazz do Cravo”. Os foliões iam até a residência de Louis Ensch, no interior da Usina, onde lanchavam guaraná e biscoito champagne. Entre eles, era comum a presença de diretores da empresa, fantasiados.

O Sobrado do Barão ficou pequeno para comportar tantos foliões. O aumento do número de associados permitiu ao clube a construção de uma sede própria, concluída em 1932, quando era presidente o luxemburguês Leopold Bian. Ali, passaram a ser comemoradas outras datas, como Réveillon, Festa da Primavera e Festa Junina.

O nome “Cravo Vermelho” é uma homenagem da fundadora ao, então, Governador de Minas, Arthur Bernardes, que costumava usar a flor na lapela. 

 

Cassino

 

A Belgo-Mineira levou para Sabará influências culturais europeias. Durante anos, os Cassinos (prédios construídos para hospedar funcionários estrangeiros e solteiros) tornaram-se referência para recepções, bailes e jantares sociais promovidos pela empresa. O Cassino em Sabará foi construído em 1938, destaca-se pela beleza e suntuosidade, com mobiliário requintado, pisos em mármore italiano e lareiras. No andar térreo funcionava a recepção, salão de eventos, restaurante, sala de jogos, instalações sanitárias e lavanderias, e no andar superior ficavam os quartos e salas de banho. 

Atualmente, o antigo Cassino abriga o Centro Cultural da Fundação ArcelorMittal Brasil e o Centro de Memória da ArcelorMittal Aços Longos, além de um Centro de Promoção da Saúde da Abertta, antiga Abeb (Associação Beneficente dos Empregados da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira).

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