
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou, na noite da última quarta-feira, dia 2, que aceitou o pedido do processo impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O parlamentar afirmou não haver motivação política em relação à sua deliberação.
A decisão em dar prosseguimento ao processo de impeachment ocorreu no mesmo dia em que os três deputados petistas com direito a voto no Conselho de Ética optaram, após negociações dentro do partido, em acompanhar o pedido do presidente do PT, Rui Falcão, em dar prosseguimento ao processo de cassação do mandato de Eduardo Cunha.
O Conselho de Ética decidiu adiar a votação que irá definir se o processo de cassação terá sequência ou se será arquivado.
Na terça-feira, dia 1°, segundo o presidente da Câmara já havia ameaçado dar prosseguimento ao impeachment em almoço com o vice-presidente Michel Temer (PMDB). Na ocasião, Cunha disse que iria esperar o comportamento dos deputados petistas no Conselho de Ética para se posicionar sobre o pedido de impeachment. Posteriormente, os dois peemdebistas negaram terem tratado do tema na reunião.
O último pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, foi realizado pela oposição no dia 21 de outubro. O pedido foi elaborado pelos juristas Miguel Reale Junior e Hélio Bicudo, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.
COMISSÃO ESPECIAL
Com a ordem de Cunha, será criada uma comissão especial na Câmara que será responsável por elaborar um parecer pelo prosseguimento ou arquivamento do processo de impeachment. O relatório terá de ser apreciado pelo plenário principal da Casa.
Para ser aprovado, o parecer dependerá do apoio de, pelo menos, dois terços dos 513 deputados (342 votos). Se os parlamentares decidirem pela abertura do processo de impeachment, Dilma será obrigada a se afastar do cargo por 180 dias, e o processo seguirá para julgamento do Senado.