Artista plástico sabarense mostra a mulher contemporânea em sua obra
Desde o dia 14 de fevereiro as obras de Sérgio Pacheco estão expostas no Espaço Mari?Stella Tristão no Palácio das Artes. A exposição conta com quatro quadros do artista da série ?Musa de Férias?, composta por oito obras, onde Sérgio mostra a mulher contemporânea, livre de todas as coisas, ?é aquela mulher das metrópoles, megalópoles, plena como ela deve ser?, diz o artista.
A mostra faz parte da exposição ?Leilão de Arte R$1,99? que será composta por duas ações ? a instalação in progress ?Galeria de Arte Piolho Nababo? e a performance ?Leilão de Arte Piolho Nababo R$1,99?, realizada pelo Coletivo Piolho Nababo.
Nessa galeria, os artistas em geral, de forma aleatória, são convidados a levar seus trabalhos para preencher as paredes do espaço. Com inspiração na estética do comércio informal.
Já o leilão corresponde a uma sátira aos tradicionais leilões e negociatas que integram o mercado da Arte. Nesse dia, as obras expostas serão colocadas à venda, tendo como lance mínimo o valor de R$1,99, numa clara referência ao aquecido comércio popular brasileiro. Conduzido pelo ator e jornalista Daniel Toledo, o leilão acontece no dia 8 de março, às 19h, com entrada gratuita.
A exposição vai até o dia 12 de março e a entrada é gratuita.
Sérgio Pacheco ? Nascido em Belo Horizonte o artista faz questão de dizer que é sabarense, pois foi adotado pela cidade há mais de 30 anos e aqui criou sua família e teve seu trabalho reconhecido e valorizado. O artista é autodidata, definido pela crítica como conceitual com conhecimento adquirido através da vivência com mestres conceituados em artes plásticas.
Sérgio sempre admirou os grandes artistas como Michelângelo, Da Vinci, Picasso, Salvador Dalí e Van Gogh, mas os achava muito distantes. Por isso suas maiores influências artísticas tenham sido os artistas próximos de sua realidade como Larama ou Arcelino Amaral (1934 ? 2004) que foi seu mestre com quem trabalhou na década de 1970. Sofreu influências também do búlgaro Konstantin Christoff que morava no Brasil e chegou até a comprar uma tela de Sérgio. E ainda, Godofredo Guedes morador de Montes Claros que Sérgio conheceu ainda na sua adolescência quando morou na cidade. Além de belos quadros, sempre fizeram parte de sua arte os desenhos. Suas ilustrações já fizeram parte do caderno literário do Estado de Minas entre outros. É também restaurador, inclusive participou do último trabalho de restauração realizado na Igreja Nossa Conceição.
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