Exposição apresenta imagens e informações de peças sacras desaparecidas, dentre elas, 11 obras pertencem a Sabará
A Sala Multiuso do Museu Mineiro, em Belo Horizonte, está recebendo a mostra “Em busca do patrimônio perdido”. A exposição, promovida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em parceria com o Governo de Minas, apresenta imagens e informações de peças sacras desaparecidas. A mostra, que ficará em cartaz até o dia 15 de novembro, traz 22 painéis e totens informativos com fotos encaminhadas por diversos municípios mineiros para o MPMG, com imagens de bens sacros que foram desviados de suas comunidades e que ainda não foram encontrados.
Em 2014, no mesmo local, a exposição “Patrimônio recuperado” revelou para o público cerca de 150 peças sacras que, apreendidas pela Polícia Federal ou em operações do MPMG realizadas nos últimos dez anos, estão sob a tutela do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).
Dentre os bens desaparecidos e que estão na mostra estão onze obras de Sabará, que se perderam ou foram roubadas ao longo dos anos, como a Coroa de Nossa Senhora e um Resplendor - que pertencem ao Museu de Arte Sacra da Paróquia Nossa Senhora do Rosário; Lanterna Processional, Quadro de Nossa Senhora da Piedade, imagem de Nossa Senhora do Carmo e uma Coroa de ouro – que pertencem a Igreja de Nossa Senhora do Carmo; dois Sinos de bronze, um da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e outro da Igreja do Senhor Bom Jesus, que foram roubados há mais de 20 anos; além da imagem de Nossa Senhora da Lapa ou Assunção, que pertence a Igreja de Nossa Senhora da Assunção da Lapa; entre outras peças.
Desde a criação da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, que neste mês de setembro completou dez anos, o MPMG já recuperou 365 bens culturais perdidos ou furtados. O órgão estima que o estado já tenha perdido 60% dos seus bens sacros em razão de furtos, roubos e apropriações indevidas. “É preciso que o cidadão desperte sua atenção para o tema, pois esse patrimônio integra uma parcela importante da herança cultural dos mineiros e deve ser protegido e fruído por todos”, afirma o coordenador da promotoria, Marcos Paulo de Souza Miranda.
Ainda segundo o promotor de justiça, a subtração de peças sacras movimenta um comércio ilegal altamente rentável e o prejuízo para o patrimônio cultural é incalculável. O comércio clandestino de bens culturais só está atrás, em volume de dinheiro movimentado, do tráfico de drogas e de armas. As peças desaparecidas podem estar em qualquer lugar: antiquários, residências particulares, à venda em leilões e até mesmo pela internet.
Depois de Belo Horizonte, a mostra “Em busca do patrimônio perdido” irá para as principais cidades históricas de Minas Gerais. Ao exibir as imagens dos bens subtraídos, a exposição oferece a oportunidade de reconhecimento e identificação das peças e a possibilidade de restituí-las para os locais de origem.
A Exposição “Em busca do patrimônio perdido” acontece de de 22 de agosto a 15 de novembro de 2015.
- Terças, quartas e sextas
10h às 19h
- Quintas – 12h às 21h
- Sábados e domingos – 12h às 19h
Museu Mineiro – Sala Multiuso
Av. João Pinheiro, 342, Funcionários, Belo Horizonte
Entrada gratuita
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