Nos dias 28 de julho, 04, 11 e 18 de agosto, foi realizada uma capacitação sobre Hanseníase para os enfermeiros da rede de saúde do Município de Sabará. A capacitação aconteceu na sede da Secretaria Municipal de Saúde e foi ministrada pela médica Dra. Martha, profissional do Centro de Saúde de Ravena, com apoio da referência técnica de Hanseníase Lívia Pereira, enfermeira do setor de Vigilância Epidemiológica.
A capacitação foi dividida em dois momentos, a parte teórica e a parte prática. Na parte teórica foram abordados temas como transmissão da doença, diagnóstico, aspectos clínicos, manifestações clínicas entre outras. Já na parte prática os enfermeiros realizaram o teste dermato-neurológico sob supervisão da Dra. Martha e puderam tirar as dúvidas sobre este exame que é um dos métodos utilizados para confirmar o diagnóstico da doença.
A HANSENIASE é uma doença infectocontagiosa de evolução lenta, que se manifesta principalmente por sinais e sintomas dermato-neurológicos que são lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos o que a torna extremamente incapacitante. É causada pelo Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. O Mycobacterium leprae possui alta infectividade e baixa patogenicidade, ou seja, muitas pessoas se infectam, porém poucas adoecem.
No entanto, o bacilo de Hansen tem a evolução lenta, o aparecimento dos primeiros sinais da doença pode demorar de 2 a 5 anos para se manifestar, o que pode levar a cronicidade da doença e a sequelas.
A doença é transmitida de uma pessoa a outra através da respiração. Estima-se que 90% da população tenha defesa natural contra o bacilo de Hansen. A hanseníase não atravessa a pele integra e a infecção não se dissemina pelo toque. Após 72 horas de tratamento o paciente que estiver em uso da medicação já não transmite mais a hanseníase aos seus contatos.
No município a incidência da doença é baixa, os casos são diagnosticados em todas as unidades de saúde (UBS) e o tratamento é realizado no Centro Municipal de Atendimento Especializado Médico (CEMAE), pela especialidade dermatologia.
Portanto se você notar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele, falta de sensibilidade nestes locais, ou ainda machucar e não sente dor no local, e teve contato com pessoas que tiveram hanseníase nos últimos 5 anos, procure o centro de saúde mais próximo para realizar o exame dermato-neurológico. Quanto mais cedo você saber menos chance de ter sequelas da doença. A hanseníase tem cura e o tratamento é garantido e gratuito pelo SUS.
Contato:
Secretaria de Saúde:
3672-7708
Vigilância Epidemiológica:
3672-7861
Cemae – 3672-2871
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