Apesar da boa notícia, Minas Gerais é o terceiro com maior indice de dengue no Brasil
Segundo dados divulgados na terça-feira (18) pelo Ministério da Saúde, no período de janeiro a fevereiro houve redução de 95% dos óbitos e de 84% dos casos graves de dengue no país. Ações de gestão contribuíram para a redução. Embora tenha havido queda, o Ministério da Saúde ressalta a necessidade da adoção de medidas preventivas.
As informações divulgadas apontam Minas Gerais como o terceiro Estado que mais registrou casos de dengue nos dois primeiros meses do ano, totalizando 14.089. O mesmo levantamento mostra que a capital Belo Horizonte é a sexta cidade brasileira com mais ocorrências.
Apenas Goiás, com 22 mil, e São Paulo, com 16 mil, possuem números piores que Minas. No total, apenas seis Estados concentram 86% dos casos de dengue registrados em todo o país ? Goiás (22.850), São Paulo (16.147), Minas Gerais (14.089), Paraná (6.851), Espírito Santo (4.093), Rio de Janeiro (2.608), Mato Grosso (2.208), Tocantins (2.122), Ceará (2.082) e Amazonas (1.991). Ao todo, 87.136 casos foram notificados nos dois primeiros meses deste ano.
Os dados fazem parte do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), este ano, 1.459 municípios participaram do levantamento ? 48% a mais que na edição de 2013.
Ainda segundo o levantamento, 321 municípios estão em situação de risco, 725 em situação de alerta e 413 em situação considerada satisfatória. O percentual de cidades em situação de risco chega a 22% do total. Em 2013, o índice era 27%.
Sabará realiza o 2º Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti
A secretaria Municipal de Saúde realizou entre os dias 10 e 14 de março o 2º Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa)
O objetivo do LIRAa é identificar as áreas do município com maior proporção/ocorrência de focos do mosquito e os criadouros predominantes. Essas informações possibilitam intensificar as ações nos locais com maior presença do vetor.
O resultado do LIRAa no município foi de 2,6 % indicando que a região apresenta médio risco de transmissão. Os criadouros predominantes foram depósitos de móveis (vasos de plantas, garrafas pet, bebedouros, geladeiras) com 25,9% e lixo, sucatas, ferros velhos e entulhos de construção com 35,2%. As regiões onde apresentaram maior índice de criadouros foram General Carneiro, Alto Bonito, Nossa Senhora de Fátima, Nações Unidas, Centro, Mangabeiras, Campo Santo Antônio, Vila Santa Cruz e Bandeirantes.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica do Município, Sabará registrou este ano 90 casos da doença no período avaliado de 01 de Janeiro a 26 de Março, foram confirmados 80 casos do total de notificações. Desse percentual foram confirmados por critério laboratorial 50 e por critério clínico epidemiológico 30 casos. (PMS)
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