A última vez que nasceu uma criança em Sabará dentro de uma maternidade foi em 2010, quando a maternidade da Santa Casa depois de dois anos fechada reativou seus serviços, mas a alegria durou pouco, em poucos meses os serviços foram novamente desativados e desde então a cidade não pode contar seus novos sabarenses.
Por isso a maternidade é um dos maiores desejos da população e a construção de uma se tornou prioridade para o atual governo.
Em junho de 2013 o Poder Executivo anunciou que a obra seria realizada. Em novembro do mesmo ano Sabará recebeu do Ministério da Saúde parecer de aprovação da proposta do projeto de construção e autorização da celebração do contrato de repasse dos recursos.
O projeto arquitetônico foi elaborado por uma empresa especialista em construções hospitalares e já foi aprovado pela Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde.
De acordo com o prefeito Diógenes Fantini, o processo está em fase de licitação para a escolha da empresa que será responsável pela construção do prédio. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o início das obras está previsto para o mês de junho com a conclusão em um ano.
O prefeito diz que a obra é do Governo Federal e o repasse de verba será através da Caixa Econômica Federal, serão investidos cerca de R$ 5 milhões na obra. Ele diz que todas as empresas que estão participando da licitação já visitaram o local onde será construído o hospital.
A maternidade será construída na MGC 262, em Nações Unidas, ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O prefeito informou que o prédio construído terá base para erguer um segundo andar, caso seja necessário no futuro e ocupará uma área de 1.751,52 m², sendo ligada à UPA por um corredor. Ele ressalta que a construção ao lado da UPA foi escolhida justamente para servir de apoio em casos mais graves, já que o local possui uma unidade de terapia intensiva de urgência, que poderá atender mães e bebês.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, serão implantadas na maternidade unidades funcionais de atendimento imediato, atendimento em regime de internação, apoio ao diagnóstico e terapia, apoio logístico, administrativo e técnico.
A unidade contará com 24 leitos, um centro cirúrgico e seus ambientes de apoio contendo leitos de cuidados intermediários e terá estrutura para realizar em média 200 partos por mês.
Além de Sabará, a maternidade poderá atender cidades que estão em seu entorno, já que infelizmente outros municípios também passam pela mesma situação.
Está prevista a contratação de aproximadamente 200 funcionários. Durante os dias de semana 70 profissionais, entre plantonistas e diaristas, circularão pela área física do prédio.
Saúde da Mulher
O prefeito Diógenes Fantini afirma que o local funcionará como uma central da saúde da mulher, oferecendo palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis, prevenção de gravidez na adolescência e dos tipos de cânceres que mais atingem as mulheres. E ainda, realização de exames preventivos para a saúde feminina e claro toda a estrutura de acompanhamento durante o pré-natal.
Além disso, a Secretaria de Saúde diz que obedecendo a Lei 1.459 de Junho de 2011 que institui no âmbito do SUS a Rede Cegonha e considerando a Portaria 4.279/GM/MS, de 30 de Dezembro de 2010 que estabelece as diretrizes para a organização da Rede de Atenção a Saúde no âmbito do SUS,as mulheres terão vários garantias. Estão garantidos a vinculação da gestante à unidade de referência e ao transporte seguro; o acolhimento com avaliação e classificação de risco e vulnerabilidade com ampliação do acesso e melhoria da qualidade do pré-natal; o acesso as ações e planejamento reprodutivo juntamente com outros elementos da rede de atenção à saúde ( Unidades Básicas de Saúde, CEMAE e UPA); as boas práticas e segurança na atenção ao parto e nascimento.
A Secretaria de Saúde ressalta que a proposta é de construção de uma maternidade que atenderá gestantes de risco habitual, realizando partos normais e cesárias de gestações acima de 37 semanas não complicadas por condições clínicas maternas ou fetais, que necessitem de cuidados intensivos além, de realizar curetagem pós aborto não complicado por condições infecciosas e hemorrágicas, PA de consultas obstétricas e ginecológicas e ultrassom obstétrico e ginecológico.
Gestão
A Maternidade de Sabará será gerida pelo município conforme a Política Nacional de Redes oferecendo atendimento digno e qualificado as gestantes e as crianças recém nascidas suprindo a ausência de maternidade no município.
Muitas pessoas se perguntam, porque se optou pela construção de uma maternidade e não pela ativação dos serviços na Santa Casa. O prefeito informa que a Santa Casa é uma instituição privada, o que já iria dificultar. Além disso, existe um rigor técnico a ser cumprido e a Santa Casa não atenderia as exigência da Anvisa, logo, não seria aprovada. O prefeito ressalta ainda que com a construção a população terá mais benefícios.
Para finalizar, o prefeito afirma que ter uma maternidade na cidade e dar oportunidade aos pais sabarenses para que seus filhos nasçam no município onde moram ou onde também nasceram e foram criados é acima de tudo uma questão de cidadania. Além disso, Fantini aponta que a falta da maternidade gera outro problema. Ele diz que Sabará perde no repasse do Fundo de Participação dos Municípios, pois a verba repassada pelo Governo Federal é baseada no número de habitantes e se não há nascimento na cidades o repasse é menor, logo, prejudica o desenvolvimento de algumas políticas públicas na cidade.
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