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Contrato de escritório ligado à esposa de Alexandre de Moraes com Banco Master previa até R$ 129 milhões

Documento apreendido pela Polícia Federal aponta pagamento mensal de R$ 3,6 milhões e tratava os repasses como prioridade da instituição financeira

09/12/2025 16h01
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: FOLHA DE SABARÁ
Contrato de escritório ligado à esposa de Alexandre de Moraes com Banco Master previa até R$ 129 milhões

Um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, onde atua Viviane Brci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos, o que poderia totalizar R$ 129 milhões. As informações constam em um documento encontrado pela Polícia Federal durante a prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco. As informações são da jornalista Malu Gaspar, do jornal "O Globo".

O material foi localizado no celular do empresário, apreendido durante a Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro. O conteúdo indica que os repasses ao escritório eram classificados internamente como “prioridade absoluta” pelo banco.

Segundo as apurações, o contrato previa que o escritório deveria representar o banco judicialmente sempre que necessário. No entanto, o acordo não foi integralmente cumprido, já que o Banco Master acabou sendo submetido à liquidação extrajudicial, determinada pelo Banco Central do Brasil, o que interrompeu os pagamentos antes da conclusão do prazo total previsto.

Apesar disso, mensagens analisadas pela investigação indicam que, enquanto houve recursos disponíveis, os desembolsos ao escritório teriam sido realizados de forma regular. Ainda conforme levantamentos jornalísticos, Viviane Barci de Moraes atuou em algumas ações envolvendo o banco, embora não existam registros no STF em que ela figure formalmente como advogada da instituição.

A prisão de Daniel Vorcaro ocorreu em Guarulhos (SP) e está relacionada a investigações sobre suspeitas de emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Ele permaneceu detido por 12 dias, sendo posteriormente liberado por decisão da desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.

O caso segue sob apuração e envolve diferentes frentes de análise, tanto na esfera criminal quanto no campo financeiro e regulatório.

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