O policial civil Paulo César Olegário, 52, sofreu um infarto enquanto jogava uma partida de futebol no último domingo no Campo da Liga. A partida abria o Campeonato dos Cinquentões realizado pela Liga de Esportes de Sabará.
Segundo testemunhas, o policial jogou a partida normalmente, quando no final do primeiro tempo ao correr para pegar uma bola parou de repente e caiu de frente no chão. Outros jogadores que estavam em campo o socorreram e realizaram massagem cardíaca e respiração boca a boca. Olegário voltou a respirar por alguns instantes, mas desfaleceu novamente.
A ambulância só chegou ao local 40 minutos depois e sem um profissional da saúde. O policial foi levado para UPA, no local foram feitas várias tentativas de ressuscitação, mas Olegário acabou falecendo.
Ele deixa mulher e uma filha. De acordo com amigos próximos, o policial tinha uma vida saudável, não consumia bebidas alcoólicas, não fumava, corria todos os dias e jogava futebol três vezes por semana.
O socorro foi demorado. O ideal seria que em um evento como esse houvesse uma ambulância para socorrer os atletas em casos como esse. Afinal, como o próprio nome já diz o Campeonato reúne apenas homens acima de 50 anos que mesmo tendo uma vida saudável, o risco de acontecer problemas de saúde é maior do que em jovens. Na hora em que Olegário sofreu o infarto não havia ambulância no local e sequer um profissional da saúde que poderia prestar os primeiros socorros de forma correta.
De acordo com o presidente da Liga, Luiz Bolero, responsável pela organização do campeonato, simultaneamente com o jogo dos ciquentões ocorria outros seis jogos na cidade, logo, ele acredita que a Secretaria de Saúde do município não tem estrutura para atender a todos os eventos. Ele afirmou ainda que como era início de campeonato, haviam poucos torcedores, apenas cerca de 60, por isso o evento não apresentava um alto risco. Bolero ressaltou também que nos jogos de final de campeonato, quando reúne cerca de mil torcedores, sempre solicita à prefeitura toda a estrutura médica e nunca deixou de ser atendido.
O presidente enfatizou ainda, que não exige um atestado médico para que os atletas participem do campeonato, pois acredita que essa responsabilidade deve partir da própria pessoa, em saber se ela está ou não apta a praticar esportes.
Para finalizar, ele caracterizou o ocorrido como uma fatalidade, já que se tratava de uma pessoa saudável.
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