Desde muito pequeno ele já era presença garantida nos campos de futebol da cidade. Por onde ele andava não deixava sua companheira de lado: a bola. Remi Domingues Marcelino Júnior de 20 anos é um dos muitos garotos brasileiros que sonham em se tornar um astro do futebol.
Como muitos sabem, o caminho a ser percorrido até o Olimpo do esporte é longo e tortuoso. O jovem morador do bairro Alto Cabral conhece de perto esse percurso e após ser recusado em muitas peneiras hoje vê seu sonho começar a ser realizado. Há cinco meses ele joga no Audax Italiano do Chile e já é sondado por clubes importantes do cenário nacional, como o Fortaleza.
Remi foi contratado para jogar no Chile após se destacar pelo ORDEP, time de General Carneiro. Ele participou da campanha vitoriosa do time sabarense na Copa Itatiaia em 2013 e foi um dos destaques da competição. A partir daí veio o convite de um empresário para realizar testes no país sul americano e como já era de esperar, para os que conhecem seu futebol, Remi foi aprovado.
Mas antes disso ele jogou por diversos clubes da cidade, passando pelas divisões de base. Campeão várias vezes do Campeonato Sabarense, Remi atuou por clubes como Siderúrgica, Guará, América e Vila Rica. No Audax ele atuou esta temporada no sub-20 e já causou boa impressão pela habilidade da perna esquerda jogando de centroavante.
Tímido, Remi diz que enfrentar os jornalistas tem sido mais difícil que driblar os zagueiros adversários, ainda mais por se tratar de ser em outra língua. Porém, ele afirma que está adaptado e que os brasileiros são muito queridos no Chile.
O jovem faz questão de lembrar que seu pai foi e ainda é seu grande incentivador. Durante todo o período no Chile ele manteve contato com a família pela internet e diz que o apoio de todos foi fundamental para que ele conseguisse manter o foco.
?Meus pais me deram força e me mostraram que o sacrifício iria valer à pena. Agora o futebol é minha vida, se tornou meu trabalho e preciso dele para sustentar minha família e retribuir toda a ajuda que meus pais me deram durante toda a vida. Chegar até aqui foi difícil, tive muitas lesões e mesmo assim sempre joguei porque eu gosto. Mas agora estou muito feliz porque já consigo ajudar meus pais?, disse Remi. O atleta chegou de Santiago no último fim de semana e está matando a saudade dos amigos e familiares. Com o futuro ainda indefinido, Remi segue vislumbrando um futuro promissor.
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