O surto do superfungo Candida auris segue preocupando autoridades em Belo Horizonte. O Hospital João XXIII, na região Leste da capital, confirmou quatro casos da infecção, sendo que dois pacientes permanecem internados e outros dois já receberam alta. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) monitora outros 24 casos suspeitos relacionados ao contato com os infectados.
O fungo é conhecido por sua resistência a medicamentos comuns e por se espalhar facilmente em ambientes hospitalares, colonizando superfícies e a pele de pacientes. Nos casos mais graves, pode atingir a corrente sanguínea, provocando candidíase invasiva, com taxa de mortalidade que pode chegar a 53%, especialmente em pessoas imunodeprimidas ou com outras comorbidades.
O Hospital João XXIII implementou protocolos rigorosos de controle, como o isolamento de pacientes, o uso de luvas e aventais, além de higienização reforçada para evitar novos surtos. A SES-MG acompanha casos suspeitos desde 2021, quando a Candida auris começou a ser monitorada no Brasil.
O superfungo, detectado pela primeira vez em humanos em 2009, no Japão, já se espalhou por diversas regiões do mundo e exige constante vigilância. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em 2020, em Salvador, e desde então autoridades de saúde reforçaram o monitoramento.
Prevenção e alerta à população
Com o aumento dos casos, especialistas alertam para a importância de seguir recomendações sanitárias e denunciar sintomas suspeitos, ajudando a conter a transmissão e proteger a saúde pública.
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