O senador Lucas Barreto (PSD-AP) afirmou, em pronunciamento nesta quarta-feira (12), que a exploração de petróleo na costa do Amapá seria uma oportunidade para melhorar o desenvolvimento e a infraestrutura do estado. O parlamentar destacou que a região costuma ser marginalizada e esquecida pelo resto do país e argumentou que as comunidades não contam com oportunidades de crescimento e prosperidade.
— Não podemos ignorar o fato de que o petróleo e o gás são fontes de riqueza e desenvolvimento em muitas partes do mundo. Países como a Noruega, Canadá, entre muitos outros que exploram eficazmente os seus recursos naturais, viram um aumento significativo na qualidade de vida de seus cidadãos e no crescimento econômico sustentável de suas regiões. Por isso, pergunto: por qual razão deveríamos privar o povo do Amapá e o povo amazônida dessa possibilidade?
Lucas Barreto criticou o posicionamento do Greenpeace, organização que é contra a exploração na costa do Amapá e do Amazonas. Segundo o senador, a abordagem da ONG é “hipócrita”, pois a organização apoia a exploração de petróleo na Guiana, país que compartilha das mesmas condições geológicas e ambientais da bacia sedimentar da costa do Amapá.
— Essa disparidade levanta questões sobre os verdadeiros motivos por trás das ações do Greenpeace e sua evidente agenda política e econômica subjacente. O Greenpeace é uma organização que afirma trabalhar em prol do meio ambiente e frequentemente se posiciona contra projetos de energia, especialmente os relacionados ao petróleo e gás, mas só no Amapá. No entanto, sua abordagem muitas vezes é mais prejudicial do que benéfica. Em vez de buscar soluções sustentáveis e de transição para fontes de energia mais limpas, muitas vezes adota uma posição radical que ignora as complexidades do desenvolvimento de um estado e as necessidades energéticas das sociedades.
O senador também lamentou a participação do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) em estudo realizado pelo Greenpeace e criticou o fato do governo estadual ter ficado calado em relação ao assunto. Lucas Barreto ainda pontuou que a posição do Ministério do Meio Ambiente é favorável ao Greenpeace e prejudicial ao estado.
— No caso específico da costa do Amapá, a tentativa de interferência do Greenpeace na exploração de petróleo e gás é particularmente preocupante. Esta região possui potencial significativo para a produção de petróleo e gás, que poderia contribuir para o desenvolvimento da Amazônia e do país como um todo, além de assegurar a capacidade do Brasil de garantir sua própria segurança energética. Precisamos de uma abordagem equilibrada e colaborativa que leve em consideração não apenas as preocupações ambientais, mas as necessidades econômicas e sociais dos amapaenses.
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