O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou, em pronunciamento nesta segunda-feira (21), a Organização Não Governamental WWF por explorar a tragédia enfrentada pelo Rio Grande do Sul para promover, segundo ele, uma campanha “mentirosa e maldosa”. Para o parlamentar, a ONG, "aparentemente boazinha", está divulgando comunicados falsos, em que relaciona as enchentes no Sul do país à redução das reservas naturais da Amazônia Legal.
— Nem é preciso dizer que todas essas alegações são falsas. O Rio Grande do Sul passou por outras terríveis inundações, em outros momentos, como aconteceu em 1941, sem que nada disso tivesse relação com a Amazônia. É um fenômeno climático? Sim. E embora os traumas anteriores não fossem tão destrutivos, pois a área era menos povoada, Porto Alegre, os municípios eram outros, alguns nem existiam em 1941. Mas nada disso se originou na Amazônia — considerou.
O senador argumentou que a responsabilidade pelas mudanças climáticas denunciadas pela WWF recai principalmente sobre as maiores economias do mundo, como China, Estados Unidos, Índia e Rússia. Ele ressaltou que a maior parte das emissões históricas desde 1850 provém dos Estados Unidos e outras potências industriais, e realçou a pequena contribuição do Brasil para o aquecimento global. Para o senador, a ONG omite em seus estudos que o Brasil só registra 1,2% de 100% da emissão de CO2 para poluir a atmosfera contra China, com 32,9%; Estados Unidos, 12,6%; Índia, 7%; e Rússia, 5,1%.
O parlamentar questionou os objetivos da WWF e outras ONGs que, de acordo com ele, são financiadas por grandes empresas internacionais interessadas em atribuir culpa ao Brasil para desviar o foco de suas próprias responsabilidades ambientais.
— Qual o objetivo da WWF e dessas ONGs? Ela própria nos mostra as suas razões. Entre a falsidade assacada contra o Brasil e os brasileiros, está, no texto oficial da entidade, o conselho não solicitado de que: "deve ser feito para que tragédias como as vistas hoje não se repitam, [pois] enquanto a população sofre com os efeitos dos eventos climáticos extremos, o Congresso Nacional tenta aprovar projetos devastadores para o clima, o meio ambiente, para as comunidades tradicionais". Mentira, hipocrisia! Eles confundem e querem passar para nós ciência como fantasia, fantasia como ciência — alertou.
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