A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (18) o relatório do senador Flávio Arns (PSB-PR) ao projeto de lei (PL) 6.379/2019 , que regulamenta a atividade dos musicoterapeutas. Por pedido do próprio Arns, a CAS aprovou também o regime de urgência para a análise pelo Plenário do Senado. Como o projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, poderá seguir para sanção caso tenha a chancela do Plenário. A votação na CAS foi acompanhada por musicoterapeutas que apoiam o projeto.
O PL 6.379/2019 torna obrigatório o diploma de graduação ou pós-graduação em Musicoterapia para que alguém possa praticar a atividade. Mas quem, caso o projeto seja sancionado, comprovar que já exercia a atividade pelo menos 5 anos antes da publicação da lei, também estará autorizado a atuar como musicoterapeuta, mesmo sem o diploma. O projeto lista como atividades privativas desses profissionais realizar avaliações musicoterapêuticas; estabelecer plano de tratamento; e aplicar técnicas e métodos musicoterapêuticos. Além disso,
Ao defender a regulamentação da profissão, Arns falou sobre a importância da atividade em diversos contextos, já atestados cientificamente, como na recuperação de lesões cerebrais.
— É notório o poder da música de influenciar as emoções e estados de espírito. Na musicoterapia a capacidade é explorada de forma cuidadosa e direcionada para ajudar indivíduos a lidar com questões psicológicas e emocionais, ou mesmo em intervenções do cotidiano. Desde tempos ancestrais, as culturas usam a música para rituais e momentos de cura. O impacto da musicoterapia é observado em grande variedade de contextos, como o auxílio na reabilitação de lesões cerebrais. Além disso, é frequentemente integrada em programas de saúde mental para tratar depressão e transtornos de stress pós-traumático — disse o senador.
Arns acrescentou que a musicoterapia pode estimular a criatividade, melhorar o foco e proporcionar uma forma envolvente de aprender em ambientes educacionais. Por isso, entende que o Parlamento não pode se omitir em regulamentar essa atividade, visando impor um mínimo de habilitação técnica para seu desempenho, sob pena de violarem direitos como a saúde dos destinatários.
As senadoras Zenaide Maia (PSD-RN) e Jussara Lima (PSD-PI) também abordaram benefícios já atestados cientificamente da musicoterapia, como em intervenções relativas a pacientes em tratamentos neurológicos.
Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 13° Máx. 26°
Mín. 13° Máx. 29°
Tempo limpoMín. 16° Máx. 30°
Parcialmente nublado
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
