A estupidez da guerra impõe a copa do mundo um recesso de 12 anos. Após a não realização das copas de 1942 e 1946, a competição deixa o velho continente e aporta na Amétrica do Sul, novamente.
O terceiro lugar conquistado na copa da França em 38, com primorosas apresentações do time brasileiro, causara boa impressão ao mundo esportivo com a Europa ainda se recuperando dos danos causados pela segunda grande guerra, o Brasil era visto como o país ideal para a retomada do torneio. E assim foi feito.
Desistências de muitos países entre estes Alemanha, que se reestruturava da derrota na guerra, e Argentina que brigara com o Brasil e, em protesto, não veio.
Então, 13 seleções disputariam a copa no Brasil: Iugoslávia, Suíça, Espanha, Inglaterra, Suécia, Itália, da Europa; Estados Unidos e México, da América do Norte e da América do Sul Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Fugindo do otimismo excessivo que tomou conta do país nos dias que antecederam os jogos, a seleção brasileira de retirou para Araxá, para depois se concentrar no estádio de São Januário.
Dividas em quatro chaves, sendo duas com 4 equipes, uma com 3 equipes e outra com apenas duas equipes, os melhores de cada chave disputariam um quadrangular, sem a necessidade de um jogo final. Esse sistema nunca mais se repetiu.
As nossas chances de triunfar eram grandes e logo na estreia 82 mil pessoas foram ao recém-construído Maracanã, então o maior estádio do mundo, para ver a goleada brasileira sobre o México por 4 X 0. Mesmo com essa goleada a torcida e parte da imprensa não se convenceram do potencial da equipe e, para piorar veio o empate com a Suíça (2X2) que fez com que o time deixasse o gramado do Pacaembu (SP) debaixo de vaias.
De volta ao Maracanã, de onde não mais sairia, o Brasil entrou em campo precisando vencer a Iugoslávia. Dessa vez não decepcionou, bateu os europeus por 2X0.
A maior zebra de todas as copas teve como palco o estádio do Independência, em Belo Horizonte. Os ingleses, inventores do futebol, que participavam da sua primeira copa ? diziam que não participaram das copas anteriores por se acharem invencíveis, superiores aos demais países ? foram derrotados pelos amadores dos Estados Unidos por 1X0 e seriam eliminados logo na primeira fase com outra derrota para a Espanha pelo mesmo placar.
A classificação para a fase final, aos trancos e barrancos, despertou um certo sentimento de desconfiança na torcida. Brasil, Espanha, Suécia e Uruguai eram as seleções classificadas para o quadrangular final e a desconfiança deu lugar novamente a euforia. Em dois jogos do quadrangular o Brasil fez a incrível marca de 13 gols. Contra a Suécia foi 7X1 e mais 6X1 contra a Espanha. O país já estava em festa, de norte a sul, o clima de ?já ganhou? tomou conta. Alguns jornais daquele dia da final (16 de julho) saíram com a manchete ?Brasil, Campeão do mundo.?
O Uruguai vinha de um empate em 2X2 com a Espanha e de uma virada inimaginável contra os suecos nos 15 minutos finais do segundo tempo. Nessa configuração bastava ao Brasil um empate para se sagrar campeão do mundo.
O técnico do Uruguai usou toma essa euforia para inflamar seus jogadores potencializando assim toda a raça uruguaia.
Oficialmente, 174 mil pessoas lotaram o Maracanã ? algumas estimativas dizem que o público foi superior a 200 mil pessoas, o maior de todos os tempos. Essa imensa massa explodiu quando Friaça, jogador do São Paulo, abriu o placar no início da etapa final. O título, sem dúvida era nosso. Mas, em nosso caminho havia Ghiggia. O ponta direita fez duas jogadas idênticas nas costas de Bigode. Na primeira cruzou para a área para Schiaffino empatar, aos 21 minutos. Depois, aos 34 minutos, ele mesmo finalizou. A bola passou bem perto do goleiro Barbosa ganhando as redes. Uruguai 2X1.Os milhares de olhos atônitos acompanharam os últimos 11 minutos de partida e viram os uruguaios comemorarem o seu segundo título mundial.
Por: Arquibaldo Pica-Pau
Fonte: ?A história das Copas?
Revista Placar especial de 40 anos.
Esportes PM reforça a segurança em pontos de concentração de torcedores no Rio
Esportes Adversária em campo, Noruega é parceira de ações ambientais do Brasil
Esportes Torcedores se reúnem no centro de SP para assistir ao jogo do Brasil
Esportes Vôlei: Brasil é superado pela Itália, o 2º revés na Liga das Nações
Esportes Brasília inicia contagem regressiva de 1 ano da Copa do Mundo Feminina
LIGA MUNICIPAL Vila Rica vence Rio Manso e conquista primeira vitória na competição em Sabará Mín. 13° Máx. 26°
Mín. 13° Máx. 29°
Tempo limpoMín. 16° Máx. 30°
Parcialmente nublado
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
