Diante do número crescente a secretaria recomendou que não exista flexibilização. A ideia é diminuir a velocidade do vírus principalmente nas cidades do interior.
A SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) já tem em mãos o plano de lockdown que poderá ser aplicado em macrorregiões, caso as ocorrências continuem em aceleração e saia do controle nessas áreas do Estado. Em coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (22), na Cidade Administrativa, o secretário de saúde, Carlos Amaral, disse que o pico da doença está previsto para o dia 15 de julho. Segundo o secretário, falar em flexibilização neste momento no estado é totalmente impróprio.
O Estado chegou a 28,9 mil casos confirmados da Covid-19 e 688 mortes provocadas pela doença. Confira o que mudou em relação ao boletim desse domingo (21):
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28.918 casos confirmados (aumento de 4,62%)
688 mortes (aumento de 4,08%)
11.190 casos em acompanhamento (aumento de 6,23%)
17.040 casos recuperados (aumento de 3,61%)
Nos últimos dias, devido à aceleração do contágio do novo coronavírus, o termo lockdown – o fechamento total das cidades – ganhou força no planejamento do Governo de Minas.
“Não será adotado em todo Estado [o lockdown]. Se necessário, será adotado em regiões específicas com tendências a explosão ou descontrole. Lockdown é uma alternativa, mas não é necessário. É importante o distanciamento, a adesão ao Minas Consciente e o isolamento adequado para controlar os casos e a necessidade de ter um lockdown”, disse o secretário.
O secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, disse nesta segunda-feira (22) que o Estado já tem o plano de ação em mãos. “Desde que nos preparamos para a pandemia já vinhamos trabalhando naquilo que eventualmente seria necessário para o enfrentamento da pandemia. De modo que já foi pensado o protocolo para se partir para o lockdown e a questão agora merece alguns ajustes técnicos mais próximos daquilo que é estimado ao pico da pandemia”, disse.
Segundo Cabral, o momento de usar o plano de trancamento das cidades pode estar associado à proximidade com o pico de casos. “Sobre a necessidade de usá-lo em breve, cada vez mais, se aproximando do pico, por estimativa, a gente imagina em um agravamento desses números, a gente parta para um lockdown. Precisamos ter isso em mente para que não sejamos surpreendidos por uma situação mais grave”, afirmou o secretário adjunto.
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