Técnicos de saúde passam por treinamento para diagnóstico do coronavírus na Fiocruz
Aproximadamente 30 mil kits com insumos para a realização de testes diagnósticos para o novo coronavírus estão sendo distribuídos à rede de laboratórios públicos de todo o País. A medida é mais uma ação do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, para preparar os estados para uma possível disseminação da doença no Brasil, além da identificação de novos casos. Os kits foram desenvolvidos por Bio-Manguinhos e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) a pedido do ministério.
Além de desenvolver os kits, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocuz) está realizando um treinamento de capacitação para o diagnóstico laboratorial do novo coronavírus. A ideia é que esses técnicos estejam aptos a realizar os testes específicos para detecção do microrganismo. Participam do curso profissionais que atuam nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública. Nesta semana, o Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz, disponibilizou o treinamento para técnicos de oitos estados, entre eles Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Alagoas. Com a ação, 12 laboratório brasileiros estarão aptos a realizar o diagnóstico de forma especializada.
Médico e pesquisador da Fiocruz, Claudio Maierovitch comenta que, por ser um vírus novo, os técnicos ainda desconhecem alguns procedimentos de identificação. Com a medida, esses profissionais vão poder trabalhar de forma especializada. “Um vírus novo, não circulava entre nós. Então, os laboratórios não estavam acostumados a trabalhar com ele e identificá-lo. A Fiocruz passou a produzir os materiais, que são reagentes, insumos utilizados nos laboratórios para identificação desse vírus. Fornecemos esse material para o laboratório da rede pública e estamos treinando as pessoas desses laboratórios de diversos estados para que elas possam realizar os exames”, disse.
A capacitação dos profissionais de saúde está sendo realizada nas dependências da Fiocruz, no Rio de Janeiro. O curso teórico-prático vai debater temas como a vigilância laboratorial; protocolo para o diagnóstico do novo coronavírus; recomendações sobre biossegurança; transporte de amostras; e discussão geral sobre a situação atual de cada estado e as perspectivas em relação à vigilância. Além disso, os técnicos vão montar protocolos, revisar e analisar os resultados dos testes.
A Fiocruz já capacitou especialistas dos Institutos Adolfo Lutz, de São Paulo, e Evandro Chagas, do Pará, além de técnicos dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública de Goiás e Rio Grande do Sul.
Com informações da Fundação Oswaldo Cruz e Voz do Brasil
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