‘Amazônia Azul’ é a expressão utilizada para designar a zona costeira e marinha do Brasil, incluindo a Zona Econômica Exclusiva e a extensão da Plataforma Continental. No total, são 8.500 quilômetros de costa e 4,5 milhões de quilômetros quadrados, quando somada a área de plataforma continental. Recentemente, o Brasil elevou o índice de áreas protegidas de 1,5% para 25%, com a criação de novas Unidades de Conservação Marinhas nas áreas dos arquipélagos São Pedro e São Paulo (PE) e Trindade e Martim Vaz (ES).
As novas UCs fizeram com que o País ultrapassasse numericamente o número proposto pelas Metas de Aichi, durante a Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que trazem um plano de ação para um mundo melhor com metas a serem alcançadas por todos os países até 2030. Ambos propõem a proteção de no mínimo 10% das zonas costeiras e marinhas conforme a legislação nacional e internacional.
No entanto, há muito o que fazer ainda nos ecossistemas marinhos e costeiros brasileiros, de acordo com especialistas. “A criação destas novas UCs é um passo muito importante para a conservação dos oceanos brasileiros, mas não podemos esquecer das áreas costeiras, como ambientes recifais e estuarinos, que concentram grande parte da biodiversidade marinha e sofrem com a ação da pesca, da poluição e da destruição de habitats”, ressalta Ariel Scheffer, Superintendente de Gestão Ambiental da Itaipu Binacional e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.
Além disso, apenas a implementação de novas áreas de conservação não é suficiente. “É preciso também valorizar os benefícios que os ambientes marinhos preservados trazem para a economia e a sociedade brasileira e garantir um bom planejamento, a gestão e a fiscalização desse espaço, para que possamos ultrapassar a meta proposta, muito além dos números”, conclui Ariel.
Espécies ameaçadas
Muito além da sua extensão, que ocupa 17 estados, abrigando 13 das 27 capitais do País e milhões de pessoas, a zona costeira e marinha brasileira abriga uma rica biodiversidade. O número de espécies de peixes catalogadas no bioma passa de 1.200, quando consideradas as espécies presentes nos estuários, além de 57 mamíferos marinhos e 53 cetáceos (baleias e golfinhos). Foram registradas também mais de 100 espécies de aves, entre residentes e migrantes, e das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, cinco habitam os oceanos brasileiros, além das diversas espécies de corais recifais e de toda a biodiversidade encontrada nos manguezais.
O território costeiro também concentra uma grande parte da população, com intensas atividades de comércio e de transporte, que culmina num nível alto de intervenção humana e exploração dos recursos naturais, como a retirada de petróleo ou a atividade pesqueira. Tais ações levaram diversas espécies presentes no ecossistema marinho ao status de ameaçadas de extinção, como a baleia franca, que sofre com o número intenso de caçadas e a toninha, muitas vezes capturada acidentalmente nas redes de pesca.
HOT DOG DO FUTURO Cientistas da USP produzem salsicha feita de inseto. Você comeria?
Mosquinha.... "Mosquito de banheiro": de onde saem e por que aparecem?
Aedes Aegypti 92% dos brasileiros que moram com filhos abaixo dos 18 anos estão preocupados com doenças transmitidas por mosquitos
PRIORIDADE VACINA Trabalhadores da saúde que não estão na linha de frente podem receber a vacina
COVID-19 Nível de coronavírus nos esgotos de BH é quase o dobro do que apurado em julho de 2020, período considerado crítico da pandemia Mín. 12° Máx. 23°
Mín. 13° Máx. 23°
Tempo limpoMín. 12° Máx. 25°
Parcialmente nublado
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
