Com tanta coisa acontecendo no cenário político nacional, notícias sobre a presença do Aedes aegypti já não são mais constantes, mas isso não quer dizer que o mosquito tenha dado adeus. Infelizmente ele continua a atacar e o número de pessoas com dengue ainda é muito alto.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, em Sabará entre os dias 02/01/2015 e 08/04/2015 foram 5422 casos notificados (suspeitos), 255 casos confirmados e 62 descartados de dengue. Ainda foram registrados dois casos de dengue com complicações, porém, os resultados de exames estão sendo aguardados. Já óbitos pela doença ainda não foi registrado.
As ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti foram intensificadas através de mutirões de limpeza nos bairros com maior número de casos prováveis, entre eles estão os bairro Alvorada, Novo Alvorada, Nossa Senhora de Fátima, Borges, Amélia Moreira, Borba Gato, Morro da Cruz, Rosário I e Nações Unidas. Os mutirões têm envolvido todos os setores da prefeitura de Sabará bem como a população, que tem sido de grande importância no combate e controle do mosquito. E conta também com o apoio da zoonoses de Belo Horizonte nas áreas limítrofes (regiões Leste e Noroeste), a fim de eliminar todos os possíveis focos dos bairros que fazem fronteira com o município de Sabará.
O combate ao vetor tem sido fortalecido com ações de sensibilização da população por meio de campanhas educativas, palestras para estudantes e empresas localizadas no município.
Apesar de tanto esforço muitas pessoas não estão fazendo a sua parte e com isso a comunidade acaba prejudicada.
A luta tem que ser de todos
A professora Harielma Viana Rodrigues foi uma das vítimas do temido Aedes aegypti . Ela conta que teve dengue hemorrágica e foram 15 dias de muito sofrimento, sentindo fortes dores em todo corpo, sem força, muita febre e sangramento. A professora ficou cinco dias internada em um hospital de Belo Horizonte e disse que seu caso foi muito grave. “O médico chegou para mim e disse: ‘se até amanhã você não reagir, vamos ter que colocá-la no CTI’. A sorte foi que melhorei”, conta.
Harielma fala que em sua casa ninguém teve a doença, por isso não acredita que o foco esteja perto de sua residência. Para ela, o problema está perto da Escola Estadual Dona Bilu Figueiredo, onde trabalha. Ela conta que muitos funcionários tiveram a doença, além de vários alunos.
A professora ressalta que dentro da escola o trabalho de combate ao mosquito é intenso, tanto de conscientização dos alunos e professores, quanto de limpeza. Herielma destaca que toda semana alunos e funcionários realizam serviço de mutirão dentro da escola, recolhendo lixo e objetos que poderiam virar depósitos para ovos do mosquito. Mas segundo ela, o problema está no entorno, pois os próprios funcionários já perceberam que em uma casa vizinha que está fechada pode servir como criadouro do mosquito, pois existe uma piscina no local.
Em relação a imóveis inabitados ou terrenos baldios a prefeitura informou que é feita notificação e enviada para a vigilância sanitária ou Secretaria da Fazenda para que os proprietários sejam notificados e tomem as devidas providências.
Embora acredite no trabalho dos agentes, como já passou por essa difícil experiência, Harielma fala que agora só sai de casa com repelentes, traz em sua bolsa três vidros do produto, além de usar roupas de mangas compridas e tênis, mesmo com todo esse calor.
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