O mosquito continua a solta, se proliferando e ainda é um grande problema para o país. Segundo dados do último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em 2016, o estado registrou, até o dia 29 de fevereiro, 124.729 casos prováveis de dengue e 13 óbitos. Em relação à Febre Chikungunya, 413 casos foram notificados neste ano: 233 desses já foram descartados e 180 seguem em investigação. Ainda não existem casos com transmissão dentro do estado confirmados da doença.
Já em relação ao Zika Vírus, todos os 755 casos notificados em 2016 seguem sob investigação. Em relação aos casos que envolvem febre pelo Zika em recém nascidos com microcefalia, mães de recém nascidos com microcefalia e gestantes, foram confirmados 30 casos de gestantes com doença aguda pelo Zika Vírus e um aborto espontâneo com associação com infecção pelo mesmo vírus.
Em Sabará, até o dia 27 de fevereiro foram notificados 1781 casos de Dengue, 64 foram confirmados e 22 descartados. O restante dos pacientes aguarda a data correta para a coleta de sorologia, conforme protocolo. Não houve casos suspeitos de Chikungunya; já em relação ao Zica Vírus ocorreram três suspeitas que aguardam resultados dos exames.
Por isso, não podemos relaxar e devemos continuar a fazer a nossa parte. O Governo Estadual lançou uma campanha em que incentiva as pessoas a limparem suas casas, ambiente de trabalho e também escolas. A ação mostra que em apenas dez minutos por semana podemos fazer isso, ajudando a eliminar o temido Aedes aegypti.
Atendimento
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os profissionais das unidades de saúde são capacitados para o atendimento à Dengue. A Secretaria informa que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tem dado suporte ao enfrentamento contra a doença, mas para não sufocar a UPA as Unidades de Saúde podem colher amostras para exames laboratoriais e encaminham para analise agilizando o atendimento ao paciente.
Mutirões no
município continuam
No sábado, 20, as regiões do Borges e Amélia Moreira foram contempladas com o mutirão. A ação envolveu 80 profissionais, incluindo agentes da Zoonoses, de endemias, de Saúde, Obras, Meio Ambiente, Defesa Social e Guarda Municipal. Todos esses profissionais envolvidos nesta ação realizaram o trabalho de conscientização dos moradores de porta em porta e também vistorias nas residências.
O mutirão contribuiu em mobilizar 3.000 pessoas das regiões do Borges e Amélia Moreira e foram realizadas 900 vistorias (residenciais e comerciais). Durante a campanha, os colabores envolvidos recolheram um montante de quatro toneladas de objetos que podem acumular água e, para a retirada de todo esse entulho, foram utilizados quatro caminhões e três retroescavadeiras.
No mesmo dia uma caminhada no bairro Ana Lúcia alertou às pessoas sobre a importância do combate ao mosquito. Aproximadamente 100 pessoas participaram da ação. A presença do grupo de Fanfarra do CAIC atraiu a atenção dos moradores e os colaboradores da caminhada distribuíram cartilhas porta a porta.
Além dos mutirões, o carro conhecido como fumacê passou nos bairros Nossa Senhora de Fátima, General Carneiro (parte alta), Nações Unidas, Nova Vista, Ana Lúcia, Rosário I, Vila Rica e Alvorada, onde foi registrado um maior número de casos da doença.
As aplicações de inseticida pelo método U.B.V "Fumaçê" tem como finalidade principal a eliminação das fêmeas do mosquito Aedes aegypti infectadas com o vírus causador da Dengue, Zika e Chikungunya (em torno de 70% são eliminados). É impotante ressaltar que o fumacê não serve como larvicida. O inseticida é usado para matar mosquitos adultos enquanto o larvicida é usado nos criadouros onde as larvas nascem e crescem. O larvicida é jogado nos locais de água parada. A melhor forma de reduzir a população de mosquitos, ainda é a eliminação de seus criadouros, no caso do Aedes aegypti, todo e qualquer recipiente que possa permanecer com água parada dentro e fora dos imóveis.
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