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Saúde A LUTA CONTRA O AEDE

A ameaça permanece

A ameaça permanece

22/02/2016 14h23
Por: Glaucia Melo Clark
A ameaça permanece

A luta contra o Aedes aegypti continua intensa, afinal, o temido mosquito ainda está fazendo suas vítimas e em nenhum momento podemos relaxar. Em 2015 foram registrados 64 casos de Dengue na cidade, enquanto de janeiro até 13 de fevereiro, deste ano, o município registrou 11 casos confirmados da doença e 504 suspeitos.

A Prefeitura está realizando mutirões de limpeza em praticamente todas as regiões da cidade. A cada semana agentes de saúde e epidemiológicos, parceiros, voluntários e moradores se unem para distribuírem cartilhas de orientação e efetuarem a retirada de lixos e entulhos que podem servir de criatórios para o mosquito.

O próximo mutirão será realizado no bairro Borges. Até o momento a ação já aconteceu no Ana Lúcia, Nações Unidas, Alvorada, Novo Alvorada, Barraginha, Roça Grande, vários pontos de General Carneiro, Morro da Cruz e Nossa Senhora de Fátima.

Repelente para as grávidas

Pensando em proteger nossas gestantes e seus bebês do temido Zica Vírus que pode causar a microcefalia, a Prefeitura de Sabará dá um passo à frente e se torna o município pioneiro na compra de repelentes para as grávidas da cidade. O prefeito afirma que todas as mulheres com até quatro meses de gravidez terá o direito de pegar em postos de saúde uma cota de repelentes.

Vigilância Sanitária no combate ao Aedes aegypti

O Centro de Controle de Zoonoses é o principal órgão no combate ao mosquito, mas existem outros que também executam um trabalho tão importante quanto, como a Secretaria de Meio Ambiente e a Vigilância Sanitária.

Max Hermann Luciano, coordenador interino da Vigilância Sanitária do município, explica que o órgão tem o conceito de proteger e promover a saúde e no caso do combate ao mosquito ele atua principalmente em residências que se encontram fechadas, que normalmente não têm um morador.

Quando a Zoonose não consegue entrar nas residências ou em algum outro tipo de imóvel por não ter morador e o local estar fechado, isso é repassado para a Vigilância. O órgão possui o poder de polícia, ou seja, ela pode notificar e multar e, é normalmente isso que acontece. Quando não tem um morador a vigilância encontra o responsável pelo imóvel, através da Secretaria de Fazenda, e a princípio o notifica. É dado um prazo para que o responsável pelo local vá até o imóvel para fazer a limpeza retirando tudo aquilo que pode ser um possível criatório para o mosquito. Caso a notificação não seja cumprida, uma multa é aplicada, o valor é de R$ 220,35. Caso o responsável não pague a multa e não resolva a situação o valor pode ser duplicado. Se a situação persistir, a questão é ao Ministério Público.

O coordenador explica que devido a situação atual, o prazo para que a limpeza seja feita foi reduzido, pois como o mosquito se reproduz em apenas uma semana, a Vigilância tem dado no máximo três dias para o responsável solucionar o problema.

Além da Zoonoses, qualquer pessoa pode denunciar e pedir a presença da Vigilância. É importante ressaltar que a população também pode contribuir nesse sentido, ou seja, se existe uma casa vizinha fechada e por isso possa se tornar um lugar adequado para a proliferação do mosquito, a pessoa pode e deve solicitar a visita da Vigilância que irá fazer o procedimento adequado. Max destaca que só no mês de janeiro foram quase 40 denúncias tanto vindas da Zoonoses quanto da população, ele ressalta que no caso de terrenos baldios quem age é a Secretaria de Meio Ambiente e em determinados casos tem o apoio da Secretaria e Obras.

O telefone da Vigilância Sanitária para denúncia é 3672 7697. Se o problema for terrenos baldios a denúncia pode ser feita na Secretaria de Meio Ambiente pelo telefone 3672 76 94.

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