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Secretaria de Saúde responde sobre a denúncia feita por vereador nas redes sociais

Secretaria de Saúde responde sobre a denúncia feita por vereador nas redes sociais

29/01/2016 11h21
Por: Glaucia Melo Clark
Secretaria de Saúde responde sobre a denúncia feita por vereador nas redes sociais

O primeiro dia útil de 2016 começou com uma denúncia contra a Secretaria Municipal de Saúde. O vereador Hamilton Alves publicou em sua página na Rede Social que durante uma visita realizada no almoxarifado da Secretaria foram encontrados medicamentos vencidos, além de outras irregularidades, como a estrutura do local inadequada, falta de refrigeração e ausência de relatório de entrada e saída dos medicamentos. A visita foi feita pelo parlamentar e por membros do Conselho Municipal de Saúde.

Segundo a secretária municipal, Maria de Lourdes Menezes, os medicamentos encontrados na sede da Secretaria foram recolhidos das Unidades Básicas de Saúde (UBS), justamente devido ao vencimento. Ela ressalta que os remédios não deixaram de ser entregues aos pacientes, sendo que venceram apenas os excedentes.

A secretária explica que um dos motivos para o vencimento dos medicamentos é a falta de informatização no controle. “Nós admitimos a falha e por isso estamos aperfeiçoando, infelizmente o controle é semi- informatizado, nós temos computadores nas UBS's, mas não em número suficiente para ficar dentro das farmácias, inclusive, a Secretaria já estava em processo de compra de novos computadores para serem instalados nas farmácias e essa instalação acontecerá ainda este mês”. Segundo ela, o novo sistema avisará que o medicamento está próximo de vencer, o que evitará o desperdício. Além disso, os profissionais passarão por capacitação para trabalharem com o novo sistema.

Maria de Lourdes explicou ainda que outra situação que gera o problema é o fato de certos medicamentos variarem de consumo, como foi o caso do Clonazepan, utilizado na saúde mental. Por ser uma área que tem muita evasão do tratamento, pode ocorrer a sobra de remédios. Nesse caso específico, ela diz que o quantitativo não foi pedido pelo município e sim pelo Estado (responsável por enviar o medicamento) e foi mandado além da conta. Outros remédios também foram enviados acima da capacidade de consumo do município. Nesse caso, a secretária ressalta que às vezes a Secretaria de Estado de Saúde envia remédio a mais para alguns municípios, até por margem de segurança, mas todos têm a mesma data de vencimento e normalmente são os mesmos medicamentos, logo, não tem nem como repassar para outras cidades. Com a instalação do sistema de informatização, a expectativa é que os problemas sejam sanados, pois agilizará inclusive as informações entre o município e o Estado.

Outra questão que interfere na área de medicamentos é o número reduzido de profissionais que atuam no setor. Atualmente o município conta com apenas três farmacêuticos, sendo que outros dois devem assumir a função nos próximos dias, ou seja, serão cinco profissionais para atender 16 Unidades Básicas de Saúde, a UPA, o Cemae ( Centro Médico de Atendimento Especializado), o SAE ( Serviço de Atendimento Especializado) e dois CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). A Secretaria possui uma equipe de farmacêuticos responsável não só pelo armazenamento, como pela qualidade de dispensação, ou seja, a distribuição para os pacientes e assessoria a todas Unidades de Saúde.

A secretária destaca que hoje os municípios não têm incentivo do Governo Federal para pagamento de profissionais farmacêuticos, o que seria o ideal, atualmente existe incentivo para a compra de medicamentos, apesar de haver contribuição do Governo, a maior parte da verba para a compra de remédios ainda é do próprio município.

Para evitar que isso volte a acontecer Maria de Lourdes diz que estuda já há alguns meses a montagem de uma comissão de desfazimento que será composta por profissionais da área de enfermagem, financeira e farmacêutica. Essa comissão reunirá periodicamente para avaliar a data de validade dos medicamentos, evitando que vençam e se acumulem no almoxarifado, dando o destino carreto para eles.

Em relação ao depósito onde são colocados os medicamentos, a secretária afirma que o espaço físico é adequado, mas estava mal dimensionado. Agora já foi feito um mutirão para reorganizar os medicamentos. Além disso, os dois almoxarifados da Secretaria ganharam oito ventiladores cada e em breve será instalado um sistema de ar-condicionado, que está em processo de licitação.

A secretária acredita que entre 90 e 120 dias todos esses problemas deverão ser sanados. Apesar da situação exposta, Maria de Lourdes destaca que já houve muito avanço na Secretaria, destaca, por exemplo, que por mais de 20 anos Sabará trabalhou apenas com um farmacêutico. Além disso, a distribuição de remédios foi descentralizada o que facilita o acesso dos pacientes.

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