Os trabalhos são realizados através do Centro de Controle de Zoonoses, em parceria com as Secretaria
Assim como a Dengue, doenças como o Zika Vírus e Chikungunya também são transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti. Portanto, enfrentar a reprodução do mosquito é a forma de evitar as três doenças. A forma, mesmo já conhecida pela população, é eliminar qualquer foco de água parada no qual o mosquito possa se reproduzir.
Sabará está em uma luta constante contra o mosquito transmissor da doença. Visitas domiciliares, mutirão de limpeza e inseticidas estão sendo usados como ações de combate aos focos do Aedes aegypti. Mas nenhuma ação tem eficácia se não contar com a ajuda da população, a falta de educação de muitos moradores dos diversos bairros da cidade prejudicam o trabalho da Prefeitura, mas o maior prejudicado fica sendo o morador que acaba ficando a mercê da falta de cuidado de algumas pessoas.
Com a chegada do verão, calor e chuva, a luta contra o mosquito é preciso ser intensificada. De acordo com a médica veterinária e gerente do Centro de Controle de Zoonoses de Sabará, Munique Guimarães de Almeida, na cidade o combate tem acontecido em pontos estratégicos, onde são identificados possíveis focos de criação do inseto.
“Temos um trabalho constante de combate ao mosquito transmissor da dengue e demais doenças. Periodicamente realizamos um Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) onde conseguimos identificar locais de maior índice de larvas positivas. Após esse registro, deslocamos as equipes para esses pontos onde são realizadas visitas domiciliares seguidas do tratamento focal com larvicida (produto utilizado pelos agentes de saúde em locais difíceis de se eliminar o foco de água parada, onde o mosquito se reproduz – como caixas d’água, piscinas e cisternas). Realizamos ainda a retirada de utensílios que acumulam água para a proliferação do mosquito como, latas, garrafas e pneus; além de orientar a população sobre as medidas de prevenção”, explica.
Ainda segundo a coordenadora, aos sábados os agentes também realizam visitas domiciliares, a fim de resgatar casas que estavam fechadas durante a semana.
Outra ação são os mutirões de limpeza, onde as pessoas podem descartar objetos maiores que às vezes não tem onde jogar. “O mutirão é importante porque é um trabalho efetivamente em conjunto com a comunidade. Nós avisamos antecipadamente o dia do mutirão com panfletos e carros de som; no dia, passamos com um caminhão recolhendo os materiais que possam contribuir para a proliferação do Aedes aegypti. Neste período chuvoso estamos realizando essa ação todas às sextas-feiras”, disse.
Segundo Munique, os mutirões já aconteceram nos bairros: Borba Gato, Nossa Senhora de Fátima, Alvorada, Borges e Amélia Moreira; o trabalho é desenvolvido em parceria com as Administrações Regionais e Secretarias. “A programação dos próximos mutirões será informada após o 1º LIRAa de 2016 realizado na 1º quinzena de Janeiro para um melhor direcionamento das ações, onde exista maior presença do índice larvário de focos do mosquito”, completa.
CASOS EM SABARÁ
Na cidade, até o momento, não foi identificado nenhum caso ou suspeita da microcefalia. Em relação à dengue, de 2013 à 2015, Sabará teve uma redução de 97% de casos da doença. Em 2013 foram 2593, em 2014 foram 206 registros e ao longo de 2015 apenas 63 casos. Os registros são feitos pelo Centro de Epidemiologia e passado ao Zoonoses para identificação do local onde há focos do mosquito, coordenando o trabalho dos agentes.
“Hoje estamos com 23 agentes em campo, recentemente 21 profissionais foram demitidos devido o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), assinado não somente por Sabará, mas por vários municípios. Para conseguirmos cobrir todos os pontos da cidade precisamos de uma quantidade bem maior de profissionais. Já tem um processo seletivo em andamento para contratar novos agentes para Sabará. O que estamos fazendo no momento é otimizando o recursos que temos”, explica.
De acordo Munique, o trabalho da Zoonoses acontece em parceria com outros órgãos da prefeitura, como as Secretarias de Meio Ambiente e de Obras, e principalmente atividades em conjunto com a Secretaria de Educação, onde são realizada ações de conscientização nas escolas da cidade.
“Essa parceria com os demais órgãos é muito importante para que nosso trabalho chegue a todos os bairros, mas nenhuma ação é eficaz se não houver uma conscientização da população. A comunidade precisa entender de fato os perigos da dengue e agora, ainda mais, os perigos do mosquito - já que comprovadamente ele transmite outras doenças. Não responsabilizamos os moradores pelo problema, o que queremos é que todos abracem a luta contra o inseto. É preciso despachar o lixo apenas no dia que os caminhões de recolhimento forem passar; manter recipientes que armazenam água limpos e secos, entre outras situações que devemos ficar atentos”, ressalta.
NO ESTADO
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em 2015, até o momento, foram confirmados 147.160 casos de dengue no Estado e outros 36.601 são considerados suspeitos
A Secretaria informou ainda que foram notificados, do dia 11 de novembro até o dia 16 de dezembro de 2015, 41 casos de microcefalia. Os casos estão distribuídos em 24 municípios e estão sendo investigados para a determinação da causa da doença, que pode estar ou não associada ao Zika vírus.
Ainda segundo a SES-MG, até o momento, não foi identificada a circulação do Zika Vírus ou Chikungunya em Minas.
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