O Senado aprovou nesta segunda-feira (5), como parte da semana de esforço concentrado, a indicação da economista Vilma da Conceição Pinto para o cargo de diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI). A vaga havia sido aberta com a saída de Josué Alfredo Pellegrini, que concluiu seu mandato de quatro anos na instituição. A indicação (OFS 5/2021) segue para a votação em Plenário.
Criada em 2016, a Instituição Fiscal Independente do Senado busca ampliar a transparência nas contas públicas. A indicação de Vilma Pinto foi feita pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Otto Alencar (PSD-BA). O relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi lido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).
Na sua manifestação, Vilma Pinto afirmou estar lisonjeada por compor a IFI, cujo trabalho acompanha desde a criação. Ela destacou que, no atual contexto econômico e social, as instituições fiscais ganham maior relevância. Ela citou artigo do banco mundial sobre o papel desse tipo de instituição para reorientar o foco para a sustentabilidade das finanças públicas à medida que os países superam a pandemia.
Sobre a situação do Brasil, a indicada afirmou que o país vive uma situação de desequilíbrio fiscal desde 2014, quando foi evidenciado déficit fiscal primário A situação, lembrou, é persistente e precisa de mais esforços para ser superada.
— É inegável que foram feitos esforços no sentido de reduzir essa trajetória, mas ainda há desafios a superar para alcançar o reequilíbrio fiscal com qualidade e eficiência dos gastos públicos. Entre eles, podemos citar a necessidade de melhorar as políticas de assistência aos mais vulneráveis e de retomar investimentos públicos eficientes — disse.
Vilma da Conceição Pinto é graduada em economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre em economia empresarial e finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com dissertação sobre os impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no nível de endividamento dos estados.
Iniciou a carreira profissional no Instituto Brasileiro de Economia da FGV, onde trabalhou de 2014 a 2020. Neste período, foi responsável pelas projeções e análises de política fiscal e escrevia mensalmente artigos sobre conjuntura fiscal, no boletim macro do FGV-IBRE. Também escreveu dezenas de textos para discussão, notas técnicas e artigos relacionados às finanças públicas das três esferas da federação.
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