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Polícia VEREADORA TEREZINHA

Vereadora Terezinha lembra os 50 anos do Golpe Militar

Vereadora Terezinha lembra os 50 anos do Golpe Militar

19/03/2015 10h50
Por: Glaucia Melo Clark
Vereadora Terezinha lembra os 50 anos do Golpe Militar

Na reunião da Câmara do dia 1º de abril, um dia após ter completado 50 anos do Golpe Militar, a vereadora Terezinha leu na tribuna um texto lembrando esses anos de chumbo e destacando os novos tempos que vivemos com a Comissão da Verdade.

A vereadora ressaltou que uma série de atividades no País marcou 50 anos do Golpe de 1964, que instalou 21 anos de ditadura em nosso País, com perseguições, censuras, prisões e torturas. Ela lembrou que vivemos agora um despertar da sociedade para a história desses anos obscuros: ?Temos instalada a Comissão Nacional da Verdade e a esperança de escrevermos de novo as páginas dessa história para podermos continuar registrando, a cada dia, uma história de mais liberdade, democracia e justiça social. É preciso, sim, lembrar em cada canto do País as atrocidades cometidas contra jovens, sindicalistas e ativistas, os sonhos interrompidos, as famílias destruídas, os políticos cassados nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas, no Congresso Nacional. É preciso lembrar, também, como a democracia de hoje foi duramente conquistada: a luta pela anistia, a volta dos brasileiros exilados, as greves, o movimento ?Diretas Já?, a Constituinte e a organização dos movimentos sociais pela aprovação de direitos democráticos na Constituição de 1988, as eleições diretas. É preciso, sim, lembrar que a censura e a repressão eram instrumentos para encobrir e garantir os arrochos salariais, a concentração da renda nas mãos de poucos milionários, o genocídio de indígenas e a repressão aos trabalhadores rurais para beneficiar latifundiários, a corrupção, que não era denunciada e nem combatida!

Afinal, muitas de nossas desigualdades sociais e da violência da sociedade hoje derivam ainda da ditadura que vivemos e das reformas de base que ela impediu, derrubando um governo apoiado pela maioria da população. É preciso, sim, desvendar as injustiças cometidas e exigir sua reparação para que jamais se repitam!

É importante que todos conheçam a história, especialmente os mais jovens que não a viveram, para fortalecermos a nossa democracia, a luta pelo fim da tortura ainda existente no Brasil contra presos comuns nas delegacias e presídios, pela liberdade de expressão, o direito à informação e contra a manipulação dos grandes grupos da Mídia; pela ampliação das políticas econômicas e sociais que visam a construção de uma sociedade mais justa, de direitos iguais, e respeito às diferenças, de valorização das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros?.

Para finalizar Terezinha ainda fez uma homenagem aos vereadores de Sabará José Francisco Neres e o 2º suplente João Sutero, militantes comunistas, eleitos pelo PR e que foram cassados pela Câmara Municipal por unanimidade, em junho de 1964.

Homenageou ainda as mulheres mineiras que tiveram grande papel na resistência em seus lares e nas lutas coletivas, destacando Dona Helena Greco, primeira vereadora eleita de Belo Horizonte, a estilista Zuzu Angel, que teve seu filo assassinato durante o regime militar e ainda a nossa presidente Dilma Rousseff, que sofreu nos porões da ditadura e hoje ocupa o mais alto posto público do País.

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