A Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) divulgou novo Boletim do Observatório Covid-19, na quarta-feira (9), e classificou a atual situação da pandemia no Brasil como de alto risco. Uma das justificativas é que o país está com estabilidade na média móvel de novos casos, mas em patamares altos, o que significa que a transmissão da doença segue elevada.
Outro fator que mereceu destaque da instituição foi que pelo menos vinte Estados e o Distrito Federal apresentam taxas de ocupação de UTI iguais ou superiores a 80%, o que “demanda atenção e prudência” nos próximos dias.
Segundo o estudo, a combinação do número alto de novos casos, mesmo com uma pequena queda no número de mortes e as altas taxas de ocupação de leitos UTI covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) é muito preocupante. “Ainda é prematuro considerar que há uma queda sustentável de casos e óbitos ou que estamos entrando em uma terceira onda”, observam.
As recomendações da Fiocruz são: manter as medidas de prevenção, uma vez que a maioria da população brasileira ainda não está vacinada, e garantir os hospitais abastecidos com suprimentos e insumos farmacêuticos.
“É muito importante a utilização de medidas não-farmacológicas, que têm como objetivo reduzir a propagação do vírus e o contínuo crescimento de casos, o que sobrecarrega as capacidades para o atendimento de casos críticos e graves e contribui para o crescimento de óbitos; medidas relacionadas ao sistema de saúde, que visam aliviar a sobrecarga dos serviços e também reduzir a mortalidade hospitalar por covid-19, por desassistência e por outras doenças, bem como garantir o suprimento de insumos fundamentais para o atendimento; as políticas e ações sociais, cujo objetivo é mitigar os impactos sociais e sanitários da pandemia, principalmente para as populações e grupos mais vulneráveis”
De acordo com o novo boletim, doze unidades da federação apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 iguais ou superiores a 90%: Tocantins (94%), Maranhão (90%), Ceará (93%), Rio Grande do Norte (94%), Pernambuco (97%), Alagoas (91%), Sergipe (99%), Paraná (96%), Santa Catarina (97%), Mato Grosso do Sul (107%), Goiás (90%) e Distrito Federal (90%).
Outras nove apresentam taxas de ocupação que variam de 80% a 89%: Roraima (87%), Piauí (88%), Paraíba (80%), Bahia (84%), Minas Gerais (82%), Rio de Janeiro (81%), São Paulo (82%), Rio Grande do sul (84%) e Mato Grosso (87%).
Doze capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI iguais ou superiores a 90%: Palmas (93%), São Luís (97%), Teresina (número estimado acima de 90%), Fortaleza (95%), Natal (93%), Maceio (90%), Aracaju (98%), Rio de Janeiro (92%), Curitiba (102%), Campo Grande (106%), Goiânia (91%) e Brasília (98%).
Em outras cinco capitais, a ocupação está entre 80% e 89%: Boa Vista (87%), Belém (88%), Recife (86%), Salvador (81%) e Florianópolis (88%).
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