Já é sabido que os foguetes incomodam e muito os cães. Os animais sentem verdadeira fobia em relação a esses estrondos. Isso acontece porque a audição dos bichinhos é muito mais sensível do que a do ser humano. Assim, para efeitos de comparação, o ouvido canino é capaz de perceber sons com frequência entre 10 Hz (Hz = Hertz, uma unidade de medida da frequência de uma onda) e 40.000 Hz; já o homem percebe sons na faixa de 10 Hz a 20.000 Hz. Além disso, os cães conseguem detectar sons quatro vezes mais distantes que o ser humano.
O deslocamento de ar provocado por estas explosões é que causa o estrondo que ouvimos. Aparentemente, se um artefato deste explodir muito próximo ao cão, pode ocorrer dano físico ao tímpano, comprometendo a audição. Para sons não tão próximos, o que conta é o efeito psicológico, pois o cão associa aquele barulho intenso e pouco comum com a movimentação e a desordem que normalmente ocorrem nestes períodos (jogos, festas, etc.). Desta forma instala-se um quadro de fobia que pode, inclusive, resultar em um quadro sintomático de ansiedade, tremores, taquicardia, vocalização excessiva (chorar, ladrar, latir) e até mesmo óbito em casos extremos.
Nos últimos tempos rojões e foguetes têm prejudicado muito os cachorros que vivem em Sabará. Segundo a presidente da ASPAN – Associação Sabarense Protetora dos Animais da Natureza - Vera Ferreira Pinto, principalmente os rojões, estão sendo muito utilizados em festas religiosas e em apresentações culturais no Centro Histórico. O estrondo tem deixado os cães que vivem na área central desorientados, por isso há muitos relatos de animais que fugiram e estão desaparecidos, e também de animais que sofrem com problemas no coração com e acabam morrendo.
Vera conta que um cachorrinho que estava preso em uma coleira ao ouvir o barulho de rojão se assustou, caiu em um barranco e infelizmente se enforcou.
Além dos animais, os foguetes incomodam também várias pessoas. De acordo com Vera, existem também reclamações de pessoas acamadas, idosos e pais que têm crianças pequenas.
A sociedade poderia se alertar para esse problema e procurar festejar sem incomodar os outros, dessa forma poderia evitar transtornos e até graves acidentes.
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