O projeto mineiro "Centro de Inteligência Artificial em Saúde" é um dos seis contemplados em programa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo que investe em pesquisas aplicadas em Inteligência Artificial. A iniciativa de Minas Gerias é desenvolvido numa parceria que reúne a Vice-governadoria do Estado, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Serão aplicados no projeto R$ 15 milhões, sendo R$ 5 milhões do governo federal e R$ 10 milhões da iniciativa privada em conjunto com o Governo do Estado, por meio da Fapemig. Este valor será destinado às áreas de Saúde e Ciências exatas da UFMG, que estão associadas a nove instituições de ensino superior nas regiões Sudeste, Norte e Sul do Brasil.
Pesquisa e inovação
Comandada pelos pesquisadores, Virgílio Almeida e Wagner Meira, professores titulares do Departamento de Ciência da Computação da UFMG, e Tom Ribeiro, do Departamento de Clínica Médica da UFMG, a equipe composta por 130 pesquisadores das áreas de Medicina e Tecnologia vai estudar e desenvolver técnicas e soluções de inteligência artificial no diagnóstico e tratamento de doenças; prognóstico e rastreamento, prevenção e qualidade de vida; medicina terapêutica e personalizada; sistemas de saúde e gestão; além de epidemias e desastres.
Para o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede, Juliano Alves Pinto, um dos articuladores do projeto, a iniciativa representa o futuro, com impacto num segmento muito forte, a Saúde. “O Centro de Inteligência Artificial em Saúde é de uma referência sem precedentes, que junta Estado, a UFMG, uma instituição de prestígio, considerada a melhor do Brasil, com o setor privado que é fortíssimo, sobretudo na Região Metropolitana de Belo Horizonte”, afirma.
De acordo com o presidente da Fapemig, Paulo Sérgio Beirão, o Centro reúne o que se acredita ser a aposta correta para o desenvolvimento sustentável do Estado: academia, indústria e governo trabalhando juntos em tema que trará benefícios diretos para a população, especialmente nessa área tão importante que é a Saúde.
“A Fapemig teve papel importante nessa conquista, sendo responsável por iniciar as negociações e por apoiar a elaboração do projeto. Nossas expectativas são muito grandes pelo potencial inovador que a aplicação das tecnologias de Inteligência Artificial pode trazer a todos os setores envolvidos na Saúde. Os trabalhos que serão ali desenvolvidos ao longo dos próximos cinco anos certamente trarão avanços significativos para a área, em benefício da população”, garante Beirão.
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