O Governo de Minas , por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) participou, nessa segunda-feira (16/3), da inauguração da primeira etapa do Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), em construção no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC).
O projeto conta com financiamento total de R$ 80 milhões, destinados à construção da infraestrutura e à aquisição de equipamentos para pesquisa e desenvolvimento, sendo R$ 30 milhões investidos pelo Governo de Minas. Desse valor, R$ 18 milhões são provenientes da SES-MG e R$ 12 milhões por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) .
A secretária de Estado adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, ressaltou que o projeto representa um passo estratégico para fortalecer a capacidade científica e tecnológica de Minas Gerais na área de imunobiológicos, ampliando a infraestrutura dedicada à pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas e kits diagnósticos.
“A parceria entre governo, universidades e instituições de fomento é essencial para fortalecer o SUS e ampliar a capacidade de resposta às emergências sanitárias. A implantação do CNVacinas posiciona Minas Gerais como referência nacional em pesquisa e inovação em saúde, reforçando o papel do estado no desenvolvimento científico e na produção de soluções estratégicas para o país”, disse.
A construção também envolve recursos repassados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) atua como executora do projeto, com participação do BH-TEC.
Primeira fase
Criado em 2016, o CNVacinas integra uma estratégia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para ampliar a infraestrutura científica brasileira voltada à biotecnologia e à inovação em vacinas, a partir da evolução do antigo Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG.
Na primeira fase das obras, iniciadas em 2022, foram realizadas a preparação do terreno e a construção da estrutura principal do edifício. A segunda etapa deve começar nos próximos meses, com a implantação da infraestrutura científica e tecnológica. Quando finalizado, o Centro Nacional de Vacinas terá 9.302 metros quadrados de área construída.
A estrutura foi projetada para produzir imunizantes em fase experimental, ainda não aprovados pela Anvisa, ou seja, em estágio de testes clínicos. Atualmente, no Brasil, a produção desses lotes costuma ser feita no exterior.
O CT-Vacinas realiza pesquisas em biotecnologia e produz kits para diagnósticos. A unidade desenvolve importantes pesquisas na área de imunobiológicos, como a SpiN-TEC, vacina brasileira contra a covid-19 que está em desenvolvimento, além de vacinas contra a malária e estudos avançados para imunizantes contra leishmaniose e doença de Chagas.
Projetos em conjunto
A parceria entre o Governo de Minas e a UFMG tem fomentado diversos projetos que buscam fortalecer o Sistema Único de Saúde no estado e no país, consolidando Minas como um importante polo de ciência e inovação em saúde. Uma dessas iniciativas envolve a oferta de teleconsultorias, iniciadas em 2024.
“Oito a cada dez consultas não precisam de exames posteriores e encaminhamento, gerando economia para o SUS e diminuindo a sobrecarga na Atenção Primária”, explica Poliana Cardoso.
Além disso, a integração entre as duas instituições possibilitou o desenvolvimento da vacina Calixcoca, inovação terapêutica contra a dependência de cocaína e crack, e a retomada dos transplantes de pulmão em Minas Gerais após 11 anos de interrupção, além de outros projetos em andamento.
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