A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) inicia, a partir desta terça-feira (1/7), a substituição da dose de reforço da vacina meningocócica C pela vacina meningocócica ACWY em crianças de 12 meses de idade, fator que constitui uma nova estratégia de vacinação no Calendário Nacional. A mudança segue recomendação do Ministério da Saúde e tem como objetivo ampliar a proteção contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a nova diretriz representa um avanço significativo no combate às meningites bacterianas. “Ampliar a cobertura vacinal com um imunizante mais abrangente nos permite proteger de forma mais efetiva nossas crianças, reduzindo a circulação de diferentes sorogrupos de agentes causadores da doença e, consequentemente, os casos graves e os óbitos”, afirma.
Com a nova estratégia, o esquema vacinal passa a ser composto por duas doses da vacina meningocócica C, aplicadas aos 3 e 5 meses de idade, e uma dose de reforço com a vacina ACWY aos 12 meses. Crianças que perderem essa dose de reforço poderão recebê-la até completarem quatro anos, 11 meses e 29 dias. Já os adolescentes de 11 a 14 anos continuam contemplados com a vacina ACWY, de acordo com a situação vacinal.
A vacina meningocócica ACWY já era ofertada em outras faixas etárias, mas, segundo Prosdocimi, a ampliação para crianças de um ano representa uma medida estratégica de saúde pública. “Essa mudança segue as diretrizes nacionais para o enfrentamento das meningites até 2030, das quais o Brasil é pioneiro na formulação. Minas Gerais acompanha e reforça esse compromisso com a saúde da população”, afirma.
A substituição do imunizante também será acompanhada por ajustes nos sistemas de informação do Sistema Único de Saúde (SUS), para garantir o correto registro e monitoramento das doses aplicadas. A SES-MG reforça que as equipes de vacinação já estão sendo orientadas quanto às novas diretrizes e práticas seguras, incluindo o registro adequado e a vigilância de possíveis eventos adversos.
Para Eduardo Prosdocimi, o sucesso da estratégia depende da adesão das famílias. “Reforçamos o chamado aos pais e responsáveis para que fiquem atentos ao calendário vacinal. A proteção das nossas crianças começa com a prevenção, e a vacinação é a principal ferramenta nesse processo”, comenta.
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